O cenário brasileiro precisa de soluções para minimizar os impactos dos cortes de energia
A Way2 Technology apresentou no Brazil Windpower 2025 uma nova solução para minimizar os impactos financeiros decorrentes do Curtailment, com o objetivo de aumentar a eficiência operacional das equipes e maximizar o ressarcimento proveniente dos cortes de energia. Conheça a solução clicando aqui.
Desde que o tema ganhou força em agosto de 2023, o setor passou por diferentes fases: primeiro, a expectativa de que o problema desaparecesse; depois, em 2024, a busca por responsáveis, como a geração distribuída, mas sem avanços concretos em mitigação. Em 2025, o Curtailment continua sendo um dos principais desafios do mercado, mas agora com foco em soluções, entre elas a gestão eficiente dos dados e o uso de tecnologias digitais para minimizar seus efeitos.
Curtailment: expectativas de futuro e seus impactos financeiros
O Curtailment é uma realidade. Em maio de 2025, o Nordeste possuía 39,4 GW de capacidade instalada em eólicas e solares, sendo que mais 17,8 GW já estão com o CUST assinados. Como a demanda não cresce no mesmo ritmo, há uma tendência clara de aumento dos cortes por restrição energética. Em contrapartida, os cortes por confiabilidade devem cair graças aos leilões de transmissão realizados em 2023 e 2024, que somaram R$ 55,4 bilhões em investimentos. Mesmo assim, o ONS projeta um crescimento de cerca de 10% de Curtailment nos próximos três anos.
Soluções como baterias e data centers trazem novas perspectivas. Os data centers, impulsionados pela demanda de processamento e IA, têm sido instalados estrategicamente no Nordeste, funcionando como grandes cargas consumidoras. Já as baterias armazenam energia excedente, geralmente à tarde e a devolvem nos horários de maior consumo, reduzindo cortes motivados por restrições energéticas.
Em um ambiente de incertezas e desafios financeiros, as geradoras precisam agir de forma proativa para antecipar problemas e reduzir perdas. Entre outubro de 2021 e setembro de 2025, o Brasil acumulou 36 TWh de energia desperdiçada, o que representa aproximadamente R$ 7,1 bilhões em perdas. Apenas em 2025, o valor já ultrapassa R$ 4,2 bilhões, segundo dados da ABEEólica referentes às usinas eólicas. Esse impacto afeta diretamente a produção nacional, o emprego, a arrecadação e principalmente, a confiança dos investidores no setor.
Como a qualidade do dado impacta na curva de potência e seu reflexo no financeiro das usinas.
Historicamente tratado como um tema técnico, o Curtailment hoje é estratégico: diretoria, finanças e até acionistas buscam entender perdas e previsibilidade do ressarcimento, o que torna a qualidade e a rastreabilidade dos dados determinantes. A geração frustrada, base do cálculo de ressarcimento, resulta da diferença entre a geração de referência e a geração verificada. Nas usinas eólicas, essa referência vem da curva vento-potência a partir do dado de vento enviado ao ONS; para as solares a situação é análoga, utilizando dados de irradiância. O problema é que a coleta do ONS ocorre em tempo real e não permite múltiplas tentativas, se houver perda de pacotes ou falhas de comunicação, o dado não é contabilizado. Um problema maior ainda é que, quando o ONS coleta menos de 24 minutos dentro de um ciclo de 30 minutos, o período é considerado como insatisfatório e é todo zerado, impedindo o cálculo da geração de referência e, portanto, da geração frustrada, tornando inviável o ressarcimento mesmo em cortes elétricos, que são ressarcíveis.
A longo prazo, o prejuízo aumenta: os dados de vento e irradiância alimentam a curva de potência a cada 12 meses. Se houver falhas, lacunas ou subestimações, a curva oficial usada pelo ONS fica inferior a real, reduzindo a geração de referência e os valores ressarcidos. Assim, dados de baixa qualidade comprometem tanto o ressarcimento imediato quanto o cálculo da curva de potência do ciclo seguinte, perpetuando perdas diárias e anuais.
Avanços regulatórios
Nos últimos anos, o tema também ganhou destaque na agenda regulatória. Resoluções da ANEEL, como a REN 927/2021, REN 1030/2022 e REN 1073/2023, consolidaram o reconhecimento dos eventos constrained-off em usinas eólicas e solares, proporcionando maior estabilidade jurídica ao setor. Em 2025, o Ofício nº 61/2025–SGM/ANEEL representou um avanço importante, ao permitir que os agentes possam contestar oficialmente dados de velocidade do vento e irradiância. Trata-se de um marco, pois até então as geradoras só podiam questionar dados de energia, e não as informações de climatologia enviadas ao ONS.
A lei N° 15.269, oficialização da MP 1.304, inclui o ressarcimento por restrição de confiabilidade, até então apenas a razão elétrica era ressarcível. A possibilidade de ressarcimento em duas das três razões de restrição já configura um avanço. Além disso, a lei estabelece ressarcimento retroativo a setembro de 2023 desde que o agente gerador desista de qualquer ação judicial que tenha sobre o assunto.
O processo de ressarcimento seguirá o seguindo fluxo: O ONS deverá calcular a geração frustrada e repassar o valor para a CCEE, essa que por sua vez ficará responsável pelo cálculo do valor de ressarcimento com atualização dos valores passados via IPCA. Para usinas que possuam Contratos de Energia de Reserva (CER) e Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR), na modalidade disponibilidade, o valor que elas ainda têm a receber nesses contratos pode ser usado para pagar essa compensação.
Conheça a solução para a gestão eficiente dos dados do SAGER
Durante o Brazil Windpower 2025, a apresentação da Way2 contou com a participação de Fabiana Fontes, coordenadora do Centro de Operação da Geração da Essentia. Ela ressaltou os principais desafios enfrentados pelas geradoras de energia: o tempo excessivo dedicado à análise manual dos dados do SAGER, a falta de integração entre os sistemas de monitoramento, a ausência de painéis consolidados que apoiem a tomada de decisão e a baixa confiabilidade dos dados de geração e climatologia, fatores que impactam diretamente o processo de ressarcimento.
Pensando nessas dores, a Way2 desenvolveu uma solução na Plataforma Integrada de Medição (PIM) e tem como objetivo automatizar todo o ciclo de coleta, validação, análise e visualização de dados, além de agilizar a contestação junto ao ONS. O sistema realiza a coleta automática diária das informações públicas do ONS e após o tratamento, compara esses registros com os dados internos do agente já disponíveis na base da Way2, incluindo dados do Sistema de Medição de Faturamento (SMF) e de torres anemométricas ou estações solarimétricas, fontes autorizadas para contestações.
Quando são identificadas divergências relevantes nos intervalos de 30 minutos, o sistema gera alertas automáticos e envia ao cliente um relatório diário pronto para contestação no SAGER. O agente gerador dispõe de três dias para contestar, e com o relatório estruturado pela Way2, o processo é extremamente simplificado, exigindo apenas o envio do arquivo ao SAGER.
A ferramenta foi desenvolvida para garantir eficiência operacional. O operador consegue, facilmente, enviar o relatório de contestação em questão de minutos. Além disso, assegura a qualidade dos dados enviados, evitando que o ressarcimento seja zerado por falhas de aquisição dos dados.
Outro diferencial está na visualização. A solução oferece dashboards interativos que apresentam indicadores operacionais, quantidade de restrições classificadas por tipo, qualidade dos dados e perdas financeiras. Os filtros permitem segmentar por parque, complexo, ano, tipo de restrição e outros parâmetros. O módulo também permite visualizar o histórico de operação, acompanhar o atingimento da franquia regulatória de horas ressarcíveis e estimar o valor potencial de receitas recuperáveis com base nas regras da ANEEL e no PLD vigente.
Ao longo de sua fala, Fabiana reforçou a importância de uma análise minuciosa e confiável dos dados para assegurar que valores significativos de ressarcimento não deixem de ser reivindicados. Segundo ela, o serviço prestado pela Way2 trouxe maior precisão e visibilidade à gestão, permitindo identificar inconsistências nos dados de velocidade do vento enviados ao ONS, entre outros pontos relevantes. Essas ações têm sido essenciais para qualificar as discussões e sustentar tecnicamente o pleito de ressarcimento.
A solução para dados confiáveis e decisões assertivas
Com o aumento expressivo dos cortes de energia nos últimos anos, o setor precisa concentrar esforços em soluções que reduzam os impactos financeiros. A solução apresentada pela Way2 no BWP25 demonstrou que é possível ter controle rápido e simples dos dados do SAGER, garantindo uma visão consolidada de todos os empreendimentos e ampliando a previsibilidade do ressarcimento por constrained-off.
Com mais de duas décadas de experiência e atuando no monitoramento de 80% da capacidade instalada de geração do país, a Way2 integra a gestão de dados do SMF, das torres anemométricas, das estações solarimétricas e do SAGER, entregando aos seus clientes informações confiáveis e maximizando o potencial de receita e ressarcimento. Para conhecer mais sobre a solução da Way2, clique no link “Curtailment no Brasil: Desafios e Soluções para um Setor em Transformação”.
(Nota da Redação: Conteúdo patrocinado produzido pela empresa)




