Dados da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica revelam que o consumo nacional de energia em outubro teve queda de 0,9% na comparação com o mesmo mês de 2024. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética, é a terceira queda mensal consecutiva no consumo e a sexta no ano. No mercado cativo, o consumo recuou 5,6%. Já no mercado livre, houve aumento de 5,3%. Em setembro, o consumo de energia diminuiu 0,8%.
O segmento industrial foi o único que apresentou alta no consumo, crescendo 0,5% no período. Entre os dez setores mais eletrointensivos, metade elevou o consumo. Os setores de extração de minerais metálicos, com subida de 10,9%; produtos alimentícios, com aumento de 4,7%; produtos têxteis, com alta de 2,5% e produtos de minerais não-metálicos, com aumento de 2%, foram os destaques.
Na classe residencial, houve baixa de 0,8%, o que interrompeu uma sequência de crescimento dos meses anteriores. O recuo pode estar associado às temperaturas mais amenas no período. Esse quadro diminuiu a necessidade de uso de equipamentos de climatização. Assim, o aumento da posse de eletrodomésticos e a melhora das condições das famílias podem ter atenuado a queda e sustentado parte da demanda de eletricidade no segmento.
O consumo comercial teve a maior redução, de 3,3%. As temperaturas inferiores às observadas no ano anterior podem ter contribuído para a retração do consumo, reduzindo a necessidade de climatização nos estabelecimentos. Dados da Pesquisa Mensal do Comércio e da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE mostraram expansão das atividades nesse nicho. Desse modo, há uma distinção com o que foi registado no consumo.
Cativo x Livre
No mercado regulado, o Nordeste registrou a menor retração do consumo entre as regiões, de 1,7%, enquanto a região Norte teve o maior aumento no número de consumidores cativos, de 3,6%. O movimento de migração de consumidores cativos para o mercado livre permanece intenso após abertura para todos os consumidores da alta tensão em janeiro de 2024, estabelecida na portaria do MME 50/2022. Até o momento, houve migração de 27 mil consumidores em 2024 e há previsão de 20 mil migrarem em 2025.
No ambiente livre, o Norte foi a região que mais expandiu o consumo, com subida de 12,1%. Em seguida veio o Centro-Oeste, com alta de 12%. O mesmo Centro-Oeste teve o maior aumento no número de consumidores livres, de 60%. Já o mercado regulado das distribuidoras, com 25.862 GWh, que respondeu por 54,4% do consumo nacional, teve queda no consumo de 5,6% e aumento no número de consumidores de 1,4% em outubro de 2025.

