O Brasil vive um momento decisivo em sua transição energética. Após anos de debates e expectativas, desde o início de 2025 o país conta com um marco legal para a energia eólica offshore, um passo importante para avançar sobre seu vasto potencial marítimo. No entanto, a lei, por si só, não é suficiente se não for traduzida em regulamentações concretas. Para que o país transforme oportunidade em realidade, é preciso avançar de compromisso para implementação, de marco legal para regulação, e de potencial para progresso.
Em um ano marcado pela COP30 em Belém, o foco sobre a transição energética do Brasil só se intensificou. Poucas semanas antes da cúpula, o Brazil Windpower 2025 reuniu líderes do setor, formuladores de políticas públicas e especialistas em São Paulo para discutir o roteiro da eólica offshore no país, e a mensagem foi inequívoca: o Brasil está pronto, mas a regulamentação precisa avançar. As discussões no Brazil Windpower prepararam o terreno para a COP30, reforçando que transformar ambição em implementação exigirá regras claras, visão de longo prazo e liderança decisiva.
A Presença da Ocean Winds no Brazil Windpower 2025
A estabilidade regulatória não é apenas uma boa prática; é parte do DNA de qualquer país que aspira a liderar. A Lei da Eólica Offshore, sancionada em janeiro, abriu a porta, mas agora são necessárias regras claras e cronogramas previsíveis para que o setor avance.
Com ampla experiência internacional, a Ocean Winds já viu esse padrão se repetir em diversos mercados. Como líder global dedicada exclusivamente à energia eólica offshore, uma joint venture 50/50 entre EDP Renewables e ENGIE, a empresa possui cerca de 19 GW de projetos em países ao redor do mundo. Essa trajetória posiciona a Ocean Winds como parceira estratégica na jornada offshore do Brasil e reforça, com base global, o que determina o sucesso.
Nos mercados internacionais mais avançados, a lição é consistente: estabilidade e previsibilidade são a base do progresso. Onde governos forneceram caminhos claros para concessões do leito marinho e visibilidade de longo prazo, a eólica offshore prosperou atraindo bilhões em investimentos, gerando empregos e impulsionando novas indústrias. Onde prevaleceu a incerteza, projetos foram interrompidos e oportunidades, perdidas.
Yeu-Noirmoutier, Projeto de Fundação Fixa (500 MW), Instalação das Pás – França
Para que o Brasil transforme potencial em avanço concreto, os próximos passos precisam ser rápidos. Embora muitas vezes vista como uma tecnologia distante, o futuro energético começa agora. O progresso depende de converter o marco legal em clareza regulatória e confiança de mercado.
A publicação das primeiras concessões de áreas marítimas será o sinal que investidores e desenvolvedores aguardam.
Em paralelo, estudos ambientais iniciais, coleta de dados e engajamento comunitário podem gerar impulso imediato. Essas atividades não apenas produzem conhecimento essencial, como também ativam uma cadeia de suprimentos nacional que já existe — criando demanda real que transforma potencial em progresso.
Rafael Palhares Simoncelli, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Ocean Winds para o Brasil e América do Sul, destaca que essas concessões iniciais referem-se exclusivamente à fase de estudos, não autorizam a construção, não impactam tarifas de energia e não dependem de subsídios. “É fundamental esclarecer que essas autorizações servem apenas para estudos. Antes de qualquer decisão sobre implantação, a sociedade e as comunidades locais serão amplamente consultadas, e uma nova autorização governamental será necessária. Do mesmo modo, a fase de estudos não exige subsídios nem impõe custos ao Estado — o financiamento será totalmente privado”, explica.
Simoncelli acrescenta que liberar as concessões para estudos estimularia imediatamente o compartilhamento de conhecimento, geraria empregos e mobilizaria economias locais, com benefícios ainda maiores caso os projetos se comprovem viáveis. “O Brasil tem total capacidade de realizar esses estudos: empresas locais participam de atividades offshore complexas desde a década de 1970, como a produção de petróleo. Além disso, há hoje grande volume de capital internacional buscando investir em eólica offshore, e o Brasil pode se posicionar como destino desses recursos não apenas como futuro produtor de energia limpa, mas também como fornecedor para toda a cadeia industrial. O país precisa agora acelerar a concessão de áreas para estudos e oferecer segurança regulatória; caso contrário, outras nações podem avançar mais rápido e capturar esse recurso finito”, conclui.
Moray West, Projeto de Fundação Fixa (882 MW) – Reino Unido
A ação imediata, no entanto, precisa vir acompanhada de visão de longo prazo. Planejamento portuário e conexão à rede devem estar alinhados desde o início para garantir que cada passo de hoje contribua para uma indústria sustentável e escalável. Com isso, dentro da próxima década, o Brasil poderá atender ao crescimento da demanda com energia limpa e confiável, fortalecendo a economia local, aumentando a segurança energética e posicionando o país como líder regional em renováveis.
O Brasil entra nessa nova etapa com uma forte vantagem: décadas de experiência offshore e uma base industrial robusta. Em vez de começar do zero, o país pode adaptar essa estrutura requalificando sua mão de obra, modernizando infraestrutura existente e aproveitando o talento local para construir uma cadeia de valor verde capaz de atender não apenas o mercado brasileiro, mas também toda a região sul-americana.
O caminho à frente é claro: publicar a regulamentação, lançar as primeiras concessões de áreas e apresentar um roteiro de longo prazo para o desenvolvimento da eólica offshore. Esses passos destravarão bilhões em investimentos, gerarão dezenas de milhares de empregos e fortalecerão a posição do Brasil como líder global em energia renovável.
À medida que a COP30 redefine a agenda climática mundial, a eólica offshore surge como uma das ferramentas mais poderosas do Brasil para alcançar um futuro mais limpo, justo e competitivo.
Com sua expertise, compromisso e abordagem colaborativa, a Ocean Winds reafirma seu empenho em apoiar o Brasil nesta transformação aproveitando seus ventos não apenas para gerar energia, mas para gerar progresso.
(Nota da Redação: Conteúdo patrocinado produzido pela empresa)

