A principal barreira para a abertura do mercado livre para todos os consumidores é o poder de mercado praticado pelos grupos econômicos que atuam tanto na distribuição como na comercialização de energia.

A avaliação é do CEO da Electra Comercializadora, Franklin Miguel, uma vez que o atualmente os consumidores não conseguem distinguir entre essas funções e são induzidos a inferir que a migração com a comercializadora do grupo econômico de cuja distribuidora já estão conectados pode ser mais vantajosa e segura.

“O poder de mercado das distribuidoras é crítico para a instituição do mercado livre para todos os consumidores de baixa tensão: para garantir a neutralidade dessas concessionárias, é essencial a completa separação do negócio regulado e do varejo livre”, afirma Miguel.

Para o executivo, essa separação entre as atividades deve contemplar medidas como a vedação do uso do mesmo nome, marca e identidade visual pelas empresas do mesmo grupo econômico, inclusive no tocante a propagandas e sites, bem como do acesso a informações dos consumidores de forma não isonômica.

Também não deve ser permitido o compartilhamento de mão de obra, infraestrutura e sistemas de informação entre essas empresas. “O consumidor final deve estar apto a distinguir, sem margem para dúvidas, entre as funções de distribuição e comercialização de energia, e não deve conseguir inferir ou correlacionar que a empresa da qual contrata a energia pertence ao mesmo grupo empresarial da distribuidora”, defende Miguel.

O processo também pressupõe a educação dos novos consumidores livres, num processo em que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e as comercializadoras terão papel muito relevante.

Nesse sentido, o executivo da Electra é otimista. “As experiências brasileiras de comunicação e inserção de produtos novos na economia são bastantes positivas. Basta lembrar da abertura do mercado de telefonia, onde tivemos campanhas massivas para esclarecer a possibilidade de escolha da operadora”, afirma. Outros exemplos exitosos são as campanhas para esclarecer e incentivar o uso do PIX e a adoção dos medicamentos genéricos, além da expansão do uso da geração distribuída.

Jornada do cliente – Além dos ajustes regulatórios e comunicação junto aos consumidores, o executivo da Electra prevê uma movimentação importante entre as comercializadoras para ajustarem seus sistemas ao novo cenário. “Será indispensável CRMs, Blings, SAP e integrações com sistemas de pagamento. Além disso, as empresas necessitarão de um sistema omnichannel de canal de vendas. Uma boa jornada do cliente será indispensável”, analisa Miguel.

Esses sistemas têm de levar em conta o fato de que os clientes de serviço de varejo de energia não têm o costume de trocar de operador constantemente. “No entanto, se houver algum tipo de frustração na sua relação com a operadora e uma jornada deficiente, que não resolve e não esclarece, é certa a mudança da operadora”, destaca.

Com 24 anos de atuação no mercado livre, a Electra está usando sua experiência para garantir aos novos clientes livres uma jornada livre de dissabores, disponibilizando produtos simples, transparentes, competitivos e sob medida para as necessidades do público de baixa tensão.

Além disso, a empresa tem consciência de que os produtos oferecidos atualmente para os clientes do Grupo A não são adequados para os clientes do Grupo B. “Um exemplo disso é que é comum a adoção de contratos de médio e longo prazo para o Grupo A. No segmento residencial, tomando como exemplo o setor de telecomunicações, os contratos devem ser de no máximo 12 meses, com renovação automática”, explica Miguel, acrescentando que dificilmente produtos que tenham limitação de flexibilidade e modulação serão aceitos pelo segmento de baixa tensão.

(Nota da Redação: Conteúdo patrocinado produzido pela empresa)