O consumo nacional de energia elétrica foi de 47.616 GWh em dezembro de 2025, um aumento de 0,5% comparado a dezembro de 2024. Os números estão na última edição da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, publicada pela Empresa de Pesquisa Energética. A alta é a segunda consecutiva no consumo nacional. As classes residencial, comercial e outros registraram taxas interanuais de 4,1%, 0,5% e 1,4%, respectivamente, em dezembro de 2025. Já a indústria reduziu o consumo em 3,3%. Em novembro do ano passado, o consumo ficou estável.
O mercado livre respondeu por 43,8% do consumo nacional de energia elétrica em dezembro de 2025. O crescimento no consumo ficou em 2,7% e no número de consumidores de 28,9%, na comparação com dezembro de 2024.
Na classe residencial, o consumo somou 15.857 GWh em dezembro de 2025, registrando crescimento de 4,1% em relação ao mesmo mês de 2024. O resultado indica uma aceleração frente ao desempenho observado em novembro e consolida a maior taxa de variação mensal registrada desde agosto de 2025. Ademais, pela terceira vez na série histórica iniciada em 2004, o consumo residencial superou o consumo industrial. O avanço foi impulsionado, majoritariamente, pelas temperaturas elevadas e pela ocorrência de ondas de calor, sobretudo nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
De acordo com a resenha da EPE, sob a ótica regional, o crescimento foi disseminado por todo o país. Houve maior intensidade nas regiões Sul, com alta de 6,3% e Centro-Oeste, que subiu 5,7%. Em seguida veio o Sudeste, com 3,8%, Nordeste, com 3% e Norte, com 2,5%.
Consumo de energia industrial teve queda de 3,3%
O consumo industrial em dezembro de 2025 foi 15.754 GWh, queda de 3,3% comparado a dezembro de 2024. O Sudeste, com recuo de 5,2% teve a maior retração, seguido por Nordeste, com 4,4% e Norte, de 1,9%. O Centro-Oeste, com alta de 2,7% e o Sul, com subida de 0,4%, expandiram o consumo. O
estado de Alagoas, registrou a maior retração, de 56,5%. Já o Sergipe, com 15,1%, é a maior alta. Entre os 37 setores monitorados da indústria, 24 reduziram o consumo. Já entre os dez setores mais eletrointensivos, seis consumiram menos.
Por segmento, produtos químicos, com variação negativa de 13%, teve a maior queda, principalmente pela hibernação de uma grande unidade eletrointensiva de produção de cloro-soda em Alagoas, pela parada de manutenção em duas grandes unidades na Bahia e retração no consumo em São Paulo e Minas Gerais. Por outro lado, o consumo aumentou principalmente na fabricação de produtos alimentícios, aumento de 2,7%. A exportação de carne bovina contribuiu.
Na classe comercial, o consumo totalizou 9.001 GWh em dezembro, com leve incremento de 0,5% em relação ao mesmo mês de 2024. O valor reverte a trajetória de queda observada desde abril de 2025. Assim, o desempenho está em consonância com os indicadores recentes de atividade econômica divulgados pelo IBGE. Em novembro de 2025, o volume de vendas do comércio varejista, apurado pela
Pesquisa Mensal do Comércio, avançou 1,3% na comparação interanual. Por sua vez, o setor de serviços, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços, registrou avanço mais expressivo, de 2,5%, no mesmo mês. As temperaturas elevadas observadas no mês também podem ter contribuído para a elevação do consumo da classe, em função da maior demanda por climatização nos estabelecimentos comerciais.

