A Matrix Energia anunciou a conquista de contratos com a Fiocruz e a Prodam, após vitórias em licitações públicas. A migração para o Mercado Livre de Energia representa uma inovação estratégica para os órgãos públicos. De acordo com a comercializadora, ao fixar o preço da energia por meio de contratos de longo prazo, as instituições ganham maior previsibilidade em suas despesas, vantagem crucial para o planejamento orçamentário. Assim, minimizam a exposição às flutuações das tarifas reguladas, garantindo uma gestão financeira mais estável.
Para a Prodam, a mudança é ainda mais expressiva, pois representa a primeira vez que a empresa deixa o mercado cativo. A expectativa de economia é superior a 20% em comparação com os custos atuais. Por sua vez, a Fiocruz, que já era participante do mercado livre, amplia sua presença com a Matrix, prevendo uma economia também superior a 20% ao longo do contrato. A fundação já havia migrado parte de sua operação em abril de 2024, mas agora fortalece sua presença com um novo fornecedor. Em 2024, já havia acertado contrato de fornecimento com a Echoenergia.
Contrato com Fiocruz atende com 95% do consumo total da fundação
A Fiocruz contratou a Matrix para o fornecimento de energia a partir de janeiro de 2026, com duração de 3 anos. O acordo atende cerca de 95% do consumo total da fundação. O contrato inclui o fornecimento de energia, serviço de gestão e a entrega de certificados internacionais de energia renovável (I-RECs). Esse ponto reforça o compromisso da Fiocruz com a sustentabilidade e assegura um consumo de energia gerado apenas por fontes renováveis.
Responsável pela tecnologia de informação e comunicação da cidade de São Paulo, a Prodam fechou um contrato de 5 anos com a Matrix para o atendimento de 100% de suas unidades no Mercado Livre. Similar ao acordo com a Fiocruz, o contrato da Prodam também inclui o fornecimento de energia, a gestão completa do consumo e os certificados I-RECs. Dessa maneira, a transição da empresa para o mercado livre é vista como um marco, demonstrando que a administração pública pode adotar modelos de contratação mais modernos e eficientes.

