Enquanto o Brasil sustenta o papel de referência mundial na produção de energia renovável, o interesse dos brasileiros pelo tema parece se fortalecer. De acordo com um levantamento da Bulbe, fornecedora de energia solar por assinatura, as buscas no Google por “energia sustentável” aumentaram 650% no último ano, totalizando 250.100 buscas.
Os termos relacionados reforçam esse interesse. Como “energia solar”, que registrou 135.818 buscas, enquanto “energia solar por assinatura” computou 2.536 pesquisas, indicando o avanço de modelos mais acessíveis. Conforme a análise, os dados revelam que além do interesse pela sustentabilidade, há uma procura crescente por soluções práticas e econômicas dentro desse segmento.
No ano passado, a cobrança da bandeira vermelha pesou nas contas dos brasileiros durante seis meses; a amarela, por dois meses. Isso significou um impacto de 11,26% na alta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) em 2025, como divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no portal de notícias Valor Econômico.
De acordo com o Balanço Energético Nacional (BEN) publicado no final de 2025, 88,2% da eletricidade produzida por aqui é renovável. Sendo 23,7% de origem eólica e solar. Ao passo em que 1/4 da eletricidade nacional é “verde”, o dado apresentado pela Bulbe sobre o crescimento de 650% na busca dos internautas aponta para maior conhecimento e influência do consumidor perante a transição energética.
Mulheres e jovens com mais interesse
Conforme o estudo da empresa, o interesse por energia sustentável tem um perfil demográfico bem definido. Quem mais se interessa por essas vantagens são as mulheres e os jovens. Entre os que mais pesquisam o tema, 52,4% estão na faixa etária de 18 a 24 anos, evidenciando uma forte participação dos mais jovens nas buscas por soluções verdes.
Esse público demonstra valorizar formas de diminuir o custo da conta de luz e adotar um estilo de consumo consciente, baseado em práticas sustentáveis. Já no recorte por gênero, 53,2% desse interesse parte do público feminino, enquanto 46,8% vêm dos homens, indicando uma leve predominância feminina nas buscas.
O cenário evidencia que esse crescimento não é apenas um reflexo do aumento das tarifas, mas também da mudança de comportamento dos consumidores. Jovens adultos, especialmente mulheres, estão na linha de frente dessa transformação, buscando alternativas que unam economia e responsabilidade ambiental.
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