A Organon vai ampliar sua capacidade de geração de energia solar em Campinas (SP). A iniciativa faz parte da estratégia de sustentabilidade da farmacêutica e reforça os investimentos realizados nos últimos anos no complexo industrial da companhia.

O parque solar da unidade, planejado em 2023, conta atualmente com 3.120 placas fotovoltaicas. Agora, receberá mais 600 módulos. Com isso, a participação da energia solar no consumo da fábrica passará de 19,2% para 22%.

Hoje, a usina produz 2.786 MWh por ano. Dessa forma, supera a projeção inicial, que previa cobertura de 18% da demanda energética da operação. Porém, a geração renovável é apenas uma parte do projeto. O principal ativo ambiental da unidade é o cinturão verde preservado ao redor da fábrica, no bairro Nova Souzas.

O consumo de energia foi reduzido em 11% no período. A otimização dos equipamentos industriais evitou gastos de 15.400 MWh por ano. O volume seria suficiente para abastecer cerca de 8 mil residências ou uma cidade de aproximadamente 20 mil habitantes.

Meio ambiente

Ao mesmo tempo, a companhia ampliou as ações de recuperação florestal. O número de mudas destinadas à recomposição da mata ciliar do Rio Atibaia aumentou de 415 para 481 em um ano. Isso representa expansão de 15,9%.

Os avanços ambientais também se refletem na redução de emissões. Segundo a companhia, a geração própria de energia solar evita a emissão de cerca de 290 toneladas de dióxido de carbono por ano. A meta, no longo prazo, é alcançar emissões líquidas zero.

Entre 2020 e 2026, o consumo de água da fábrica caiu 12%. O resultado decorre do reuso hídrico e de melhorias no sistema de tratamento de efluentes. A economia anual chega a 4,8 milhões de litros.

Por fim, a geração de rejeitos industriais diminuiu em 3 milhões de litros, reforçando os resultados do programa de sustentabilidade da operação.

 

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