JHSF tem todos seus shoppings no mercado livre

Ponta Negra, em Manaus foi o mais recente a migrar para o ACL com um atraso de seis meses após dificuldades técnicas da Amazonas Energia

Com a integração de Manaus ao Sistema Interligado Nacional começaram a surgir os primeiros consumidores livres daquela região. Um deles é o Shopping Ponta Negra, da JHSF que após cerca de três anos de sua inauguração conseguiu migrar no mercado regulado para o ACL em 1º de junho. Esse era uma meta já antiga do centro comercial, uma vez que, desde inaugurado a empresa controladora tinha essa intenção, pois é o padrão de seus outros quatro shoppings pelo país.

Segundo o diretor presidente da área de shoppings da JHSF, Christian Cunha, a migração veio seis meses depois do planejado pela companhia. Ele contou que esse atraso ocorreu em virtude das dificuldades naturais que uma mudança dessas trouxe para a distribuidora que atendia o Ponta Negra, a Eletrobras Amazonas Energia.
“Esse atraso deveu-se ao fato de que a interligação por lá é muito nova até mesmo para os próprios técnicos da distribuidora local. É natural que houvesse um atraso na conexão ao ACL mas tudo deu certo e nós fomos os primeiros da região Norte a migrar do mercado regulado para o livre”, disse o executivo à Agência CanalEnergia.
A JHSF é dona de cinco shoppings pelo Brasil de médio e grande portes onde a demanda varia de 2 a até 3,5 MW, por isso todos estes estão agora no mercado livre. O Ponta Negra entrou na faixa de consumidor livre e fechou contratos via Compass-EIG e a comercializadora própria da JHSF a Sustenta Energia para a aquisição de energia convencional. A estimativa de economia com a medida é da ordem de 20% para o shopping localizado na capital amazonense. Esse indicador de redução de custos, afirmou ele, está baseado em uma estimativa conservadora.
Inclusive, destacou o executivo da JHSF, a qualidade do fornecimento de energia em Manaus tem apresentado melhoria quando comparado à época em que estava no sistema isolado. Outra vantagem com a interligação é a possibilidade de ter custos mais baixos em decorrência da região estar integrada ao SIN e poder acessar o mercado de energia nacional, o que permite o planejamento energético da propriedade com mais qualidade do que se apresentava anteriormente.