Copel aprova suplementação de orçamento em dois ativos

Conselho aprovou aumento na SPE Mata de Santa Genebra e térmica de Araucária, com possibilidade de judicialização

O Conselho de Administração da Copel aprovou a 6a revisão do plano de negócios da SPE Mata de Santa Genebra Transmissão. Com a decisão serão destinados ao projeto mais R$ 117 milhões sendo R$ 77,6 milhões no ano de 2019 e R$ 39,5 milhões no ano que vem, valores que equivalem à participação da estatal paranaense de 50,1% no projeto.
De acordo com a ata da reunião da Copel, entre as justificativas há a necessidade de suplementação orçamentária para continuidade e conclusão do empreendimento, bem como mitigar eventual risco de penalização pelo órgão regulador.
Na mesma reunião, o colegiado ainda aprovou por unanimidade a continuidade da realização de AFAC pela Copel e pela Copel GeT para a UTE Araurária (UEGA) no valor total de R$ 15,1 milhões, referentes à participação da Copel e da Copel GeT no empreendimento, sendo R$ 8,9 milhões referentes aos meses de agosto e setembro de 2019, a serem tratados como AFAC, e o restante, R$ 6,3 milhões condicionados à realização de aporte por parte da sócia Petrobras e à deliberação pelo aumento de Capital Social em Reunião de Sócios Quotistas da UEGA, a ser realizada em 30.09.2019, ficando desde já aprovada a judicialização no caso do não cumprimento.
No encontro, o diretor presidente da Copel-GT, Moacir Carlos Bertol, reafirmou a necessidade da continuidade de realização de AFAC, pelas sócias, no valor total de R$ 45,3 milhões. Ao grupo Copel o valor de sua participação corresponde a R$ 36,2 milhões, sendo pouco mais de R$ 9 milhões da Copel e R$ 27,2 milhões da subsidiária que ele dirige. Desse montante, já foram realizados R$ 21 milhões, sendo R$ 15,8 milhões referentes à participação da Copel GeT e R$ 5,3 milhões da holding. Com isso, restam ainda R$ 15,1  milhões.
A não continuidade da efetivação dos aportes a partir de 13 de setembro, última sexta-feira, traria diversas consequências, alertou o executivo. Entre estas, listou o comprometimento da viabilidade financeira da UEGA, implicando em riscos como encargos moratórios contratuais, passivos trabalhistas e repercussão negativa junto aos sindicatos, desligamento da UEGA da CCEE, interrupção do acesso ao sistema de transmissão, interrupção dos serviços de O&M, deterioração de equipamentos da usina, inscrição da UEGA no CADIN, que impediria a participação em leilões de venda de energia e risco do default da UEGA afetar o grupo Copel em função de diversas cláusulas de inadimplemento em contratos de financiamento.