Silva e Luna toma posse como novo presidente da Petrobras

General assume com a missão de conduzir a estatal de forma a equalizar os interesses de consumidores e acionistas

O general Joaquim Silva e Luna tomou posse hoje (19) como presidente da Petrobras no lugar do economista Roberto Castello Branco, substituído pelo presidente Jair Bolsonaro. O general da reserva assume o cargo com a missão de conduzir a estatal de forma a equalizar os interesses de acionistas e da sociedade.

Em seu primeiro pronunciamento oficial como presidente da petroleira, Silva e Luna destacou que vai buscar “reduzir volatilidade” nos preços sem desrespeitar a paridade internacional. Luna afirmou ainda que perseguirá a redução da dívida da companhia, além de realizar investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

“Conciliando interesses de consumidores e acionistas, valorizando os petroleiros, buscando reduzir a volatilidade sem desrespeitar a paridade internacional, perseguindo a redução da dívida, investindo em pesquisa e desenvolvimento e contribuindo para geração de previsibilidade ao planejamento econômico nacional”, disse.

O general destacou ainda que a petroleira visa crescer sustentada em ativos de óleo e gás em águas profundas e ultraprofundas, buscando custos baixos de eficiência. O militar também se comprometeu, antes de tomar qualquer decisão, a ouvir seus conselheiros, diretores, corpo funcional e agências reguladoras.

“Não há dúvidas de que os principais desafios, entre tantos outros, são fazer a Petrobras cada vez mais forte, trabalhando com visão de futuro, com segurança, respeito ao meio ambiente, aos acionistas e à sociedade em geral, de forma a garantir o maior retorno possível ao capital empregado e crescer sustentada em ativos de óleo e gás de classe mundial”.

Junto com o general, uma nova a Diretoria Executiva foi eleita pelo conselho de administração da empresa para compor a direção da estatal.

Silva e Luna foi diretor-geral brasileiro da usina de Itaipu e ministro da Defesa. Na hidrelétrica de Itaipu, o general conseguiu reordenar recursos economizados, na ordem de R$ 2,5 bilhões, aplicando-os em obras estruturantes, como uma segunda ponte entre o Brasil e o Paraguai e a ampliação da pista do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu.