O Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) concluiu na última quarta-feira, 3 de abril, a instalação da rede de monitoramento do potencial eólico offshore do Brasil. Os estudos são realizados por meio de convênio com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e abrangem 38,6% do litoral do país – área conhecida como Margem Equatorial Brasileira.

A expectativa do Instituto é apresentar os resultados que serão obtidos na 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro de 2025, no Pará. Seis pontos de medição distribuídos do Rio Grande do Norte ao Amapá fornecerão subsídios para o estudo. Por meio de feixes de Laser, a tecnologia capta informações sobre o vento que serão analisadas pelos pesquisadores.

As medições do projeto tiveram início em 2022, no Rio Grande do Norte – estado que lidera a produção brasileira de energia eólica em terra e uma das zonas de investimentos potenciais também no offshore, com 14 projetos à espera de licenciamento no Ibama. Equipes nas áreas de engenharia, geografia, geologia, oceanografia, meteorologia, além de eletricistas, tecnólogos e técnicos em eletrotécnica e mecânica participam do processo.

Segundo os pesquisadores, o mapeamento deverá apontar quais são os melhores locais para instalação de complexos eólicos offshore no Brasil, mas não só isso. Do ponto de vista de investimentos, a expectativa é abrir caminho para que as indústrias enxerguem quais os melhores locais para fazer o aproveitamento energético do país e, do ponto de vista social, é poder garantir dignidade energética para as populações que estão no entorno desses investimentos.