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O bp’s Energy Outlook 2024 apontou que a demanda global por energia continua crescendo 1% ao ano entre 2019 e 2023, um número mais baixo que a média de 2% ao longo dos últimos 10 anos até 2019, número esse impulsionado pelo aumento das economias dos países emergentes.

Já as emissões de carbono continuam crescendo na média, cerca de 0,8% ao ano durante o últimos quatro anos (2019-23). O estudo mostrou que se as emissões de CO2 forem mantidas próximo dos níveis recentes, o lançamento de carbono estimado pelo IPCC será consistente com uma alta probabilidade de limitar a média global de temperatura a um aumento de 2°C no início 2040. “O relatório mostrou que apesar dos aumentos acentuados nas ambições climáticas e ações dos governos, o rápido crescimento de investimento em energia, as emissões de carbono continuam a subir”, disse o chief economist da bp, Spencer Dale.

Além disso, a guerra na Ucrânia aumentou a atenção em garantir segurança energética e acessibilidade para alcançar o acordo de Paris. As recentes perturbações no Médio Oriente reforçaram a importância da segurança energética. Segundo o Dale, o mundo está em uma fase de transição energética e nessa fase há a adição de energia e com isso está consumindo cada vez mais quantidades de energia de baixo carbono e combustíveis fósseis.

O estudo mostra ainda que o maior foco para garantir a segurança energética é se apoiar na melhoria da eficiência energética e no crescimento doméstico de produção de energia. Além disso, destacou também que é preciso um maior envolvimento dos governos no funcionamento dos mercados de energia, como pelo crescente papel das políticas industriais verdes, aumentando a atenção sobre a segurança das cadeias de abastecimento de energia.

Já o investimento em energia de baixo carbono cresceram em torno de 50% desde 2019 para aproximadamente US$ 1,9 trilhão em 2023. O investimento está fortemente concentrado nas economias desenvolvidas como a China.

E grande parte deste investimento foi direcionado para energia renovável, principalmente em geração de energia eólica e solar. Este crescimento tem sido impulsionado em particular pela energia solar, apoiado por quedas contínuas de custo, onde os preços dos módulos solares caíram cerca de 60% em relação aos últimos quatro anos.

As adições de fontes de energia de baixo carbono, no entanto, não foram suficientes para fazer face ao crescimento da demanda global total de energia, ou seja, o uso de combustíveis fósseis continuou a aumentar. O consumo desse combustível atingiu uma nova alta em 2023, impulsionada principalmente pelo aumento do consumo de petróleo.

Já o investimento em petróleo e gás totalizaram US$ 550 bilhões em 2023. Segundo o estudo, embora o investimento permaneça abaixo do seu pico no início década de 2010, a produção continuou a crescer de forma constante, apoiado na melhoria da produtividade e investimento.

O estudo também mostrou que o número de veículos elétricos cresceu rapidamente, com vendas crescendo em torno de dois milhões veículos em 2019 para cerca de 14 milhões em 2023. O crescimento foi sustentado por China, União Europeia e Estados Unidos.

Brasil

O estudo bp Energy Outlook mostrou que o consumo de energia no Brasil deverá crescer 25% até 2050 no ritmo atual, mas permanecerá estável no cenário de NetZero. O crescimento médio por ano está entre -0,1% e 0,8%.

Ainda segundo o bp, as energias renováveis irão se tornar a fonte de energia dominante até 2050. O crescimento das energias renováveis é forte, com média de 2% ao ano. O segundo maior no ritmo atual é o petróleo, enquanto no NetZero é a biomassa.

A participação do petróleo no total da energia primária nos últimos 30 anos foi globalmente estável em torno de 40%. No entanto, em 2050, diminuirá em ambos os cenários, atingindo entre 11% e 29%.

Já a geração de eletricidade em 2050 será de cerca de duas vezes maior do que o registrado em 2022, com energia solar e eólica representando cerca de 90% desse crescimento.

A participação dos biocombustíveis no total de produtos primários para transportes deverá avançar de 20% em 2022 para 26% em 2050 e 40% em NetZero.

Sobre hidrogênio, o relatório mostrou que a demanda dessa tecnologia no Brasil cresce 6 x mais no ritmo atual. Em 2050, o H2V representa mais de 80% do hidrogênio demanda.

Por fim, as emissões de carbono deverão recuar até 2050. Atualmente, as emissões recuaram 8% em relação a 2022. Já em um cenário NetZero, eles começam a recuar mais rápido, diminuindo 94% até 2050.