A busca por eficiência operacional e sustentabilidade levou a Alubar a adotar o mercado livre de energia como estratégia para reduzir custos e emissões. Só em 2024, a empresa obteve uma economia de 24% nos gastos com energia elétrica, em comparação com o mercado tradicional, e acumulou mais de 15% de redução nos últimos quatro anos.
O modelo do mercado livre permite que empresas negociem diretamente com os geradores de energia, escolhendo fornecedores, preços e, principalmente, a fonte. É diferente do mercado cativo, no qual as companhias são obrigadas a comprar energia exclusivamente da distribuidora local, pagando tarifas definidas e sem flexibilidade.
Saiba mais sobre o mercado livre de energia:
Você sabia que é possível escolher seu fornecedor de energia?
Segundo o diretor de operações da Alubar na América Latina, Ricardo Lara, na prática, eles estimam a quantidade de energia que vão consumir em determinado período. Com esses dados, eles vão ao mercado ver quem oferece energia mais acessível. Ele afirmou que isso aumenta a competitividade e eficiência e permite escolher fontes de energia renovável em suas operações.
Além do impacto financeiro, a decisão traz ganhos ambientais. A energia adquirida pela Alubar no mercado livre resultou na compensação de 1.374 toneladas de CO₂ em 2024. A empresa conta com a parceria da Genial Energy, que atua na comercialização e gestão de energia para empresas no ambiente livre.
Apesar das vantagens, operar no mercado livre exige gestão especializada, acompanhamento constante do mercado e planejamento de consumo. A necessidade de contratos de longo prazo e a oscilação dos preços no curto prazo ainda são desafios para empresas que ingressam no modelo.
Mesmo assim, o mercado livre tem avançado de forma acelerada no país. Hoje, representa mais de 37% de todo o consumo de energia elétrica no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). E esse percentual tende a crescer com a abertura total do mercado para consumidores de menor porte a partir de 2026.
Para o CEO da Genial Energy, Sergio Romani, o mercado livre traz economia, previsibilidade e flexibilidade. Segundo ele, é possível contratar energia por períodos longos, com reajustes predefinidos, além de garantir uma matriz 100% renovável, algo cada vez mais demandado pelas cadeias globais de produção.
Atualmente, as fábricas da Alubar no Pará e no Rio Grande do Sul operam no mercado livre. A empresa também planeja migrar o pátio de estocagem de Barcarena (PA) para esse modelo a partir de 2025, ampliando os benefícios econômicos e ambientais.
Confira abaixo as empresas que também estão migrando para o mercado livre de energia:
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