A Rio+Saneamento estabeleceu um novo marco no setor de saneamento ao implementar uma estratégia energética 100% renovável, apoiada em dois modelos complementares: o mercado livre de energia e a geração distribuída. Esta abordagem híbrida tem, consequentemente, se mostrado fundamental para alcançar os objetivos de sustentabilidade da concessionária.
Mercado Livre de Energia
O mercado livre de energia representa, primeiramente, o principal componente da estratégia energética da Rio+Saneamento, fornecendo aproximadamente 65 milhões de kWh anuais. Consequentemente, esta energia, proveniente de biomassa e certificada pelo I-REC (International Renewable Energy Certificate), garante a origem renovável e sustentável do recurso utilizado.
A opção pelo mercado livre permitiu, inicialmente, à concessionária selecionar fornecedores comprometidos com fontes renováveis, garantindo energia com certificação de origem limpa. Entretanto, segundo o diretor de operações da concessionária, Alexandre Boaretto, os contratos reforçam o compromisso da companhia com a transição energética. Ele ainda afirmou que com esses investimentos, eles têm a expectativa de atingir reduções de emissões de até 64 mil toneladas de CO2.
Geração distribuída
Complementando o fornecimento do mercado livre, portanto, a geração distribuída solar contribui com aproximadamente 14 milhões de kWh anuais, provenientes de usinas fotovoltaicas localizadas em Seropédica e Araruama. Diante deste cenário, esta modalidade atende principalmente estações de tratamento de água de pequeno porte, elevatórias de água e esgoto, captações, além de lojas e sedes administrativas, otimizando o consumo energético em instalações de menor demanda.
A geração distribuída oferece, primeiramente, vantagens específicas para unidades menores, como proximidade entre geração e consumo; consequentemente, reduz perdas na transmissão e distribuição, além disso, aproveita áreas disponíveis para instalação de painéis solares.
Resultados
A combinação dessas duas fontes renováveis permite à Rio+Saneamento evitar 4,3 mil toneladas de CO₂ anualmente, gerando energia equivalente ao consumo de 43 mil residências. Além disso, projeta-se uma redução de 64 mil toneladas de CO₂ ao longo de 15 anos, equivalente ao plantio de 451 mil árvores, evidenciando o impacto ambiental significativo desta iniciativa sustentável.
“Nossa abordagem demonstra, primeiramente, como o mercado livre e a geração distribuída podem trabalhar em sinergia para viabilizar a transição energética no setor de saneamento”, destaca Boaretto. “Além disso, estamos criando um modelo replicável que combina sustentabilidade ambiental com eficiência operacional.”
A experiência da Rio+Saneamento demonstra como empresas de infraestrutura podem liderar a transição energética aproveitando os mecanismos disponíveis no setor elétrico brasileiro, contribuindo simultaneamente para suas metas ASG e para a descarbonização da economia.
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