A conta de luz, que por anos foi vista como um custo fixo sem alternativas, começa a deixar de ser um peso no orçamento de empresas de todos os tamanhos. Dados da Abraceel mostram que só em 2024 mais de 27 mil unidades migraram para o mercado livre, gerando uma economia de R$ 55 bilhões para as empresas. Com um modelo de contrato de desconto garantido, o consumidor paga sempre menos do que pagaria no mercado regulado, trazendo previsibilidade e segurança financeira.

Segundo a head de inovação da LUZ, Débora Mota, com a expansão do mercado livre de energia, milhares de empreendedores estão descobrindo uma maneira segura, simples e legal de economizar até 35% na fatura de energia. “O mercado livre virou uma alavanca real de competitividade. É possível reduzir custos sem investimento inicial, apenas mudando a forma de contratar energia”, ressaltou.

De acordo com Débora, a mudança é simples e não exige obras nem alteração na infraestrutura. “O cliente autoriza a portabilidade e nós da LUZ cuidamos de todo o processo. A energia continua chegando normalmente pela distribuidora, mas com um contrato mais barato e transparente”, explicou.

Segundo a executiva, diante do cenário cada vez mais desafiador de custos, a migração para o mercado livre pode fazer muita diferença para os negócios. “Um exemplo marcante é de um cliente do setor de alimentos, que teve sua migração para o mercado livre no final de 2018. Desde seu ingresso no mercado livre até o final de 2024 a empresa obteve uma economia de aproximadamente R$ 16 milhões em sua conta de energia frente os custos do mercado regulado, representando uma economia média de 21%. Além da economia, o cliente passou a contar com maior previsibilidade dos gastos, consolidando o mercado livre como uma grande estratégia para a redução dos custos”, destacou.

Com a abertura total do mercado prevista para 2026, a expectativa é que essa oportunidade chegue também a pequenos comércios, residências e propriedades rurais, tornando o consumidor cada vez mais protagonista na gestão da própria energia e do próprio dinheiro.

De acordo com Débora, muita gente ainda desconhece essa possibilidade ou acredita que ela está restrita a grandes empresas. “Mas a verdade é que, desde 2024, com mudanças na legislação, negócios menores também podem aderir e o movimento já começou: mais de 27 mil novas unidades migraram para o ACL em um ano, gerando uma economia de R$ 55 bilhões, segundo a Abraceel”, disse.

Fatores que influenciam o quanto uma empresa pode economizar

O principal fator é o perfil de consumo da empresa, volume, horários de pico e regularidade. Além disso, os preços praticados no mercado livre no momento da contratação também fazem diferença, já que esse é um mercado dinâmico.

Quanto mais estratégica for a contratação, maior tende a ser o ganho. Outro ponto importante é o tipo de contrato. “O modelo mais comum da LUZ é o de desconto garantido, em que o cliente paga sempre um valor menor do que pagaria no mercado regulado. Esse percentual é definido logo no início, com base na análise de consumo e nas condições do mercado, e isso ajuda a manter os custos sob controle”, ressaltou Débora.

Desafios

Um dos maiores desafios das empresas é lidar com os altos e baixos da conta de luz. O modelo ofertado pela LUZ parte de um contrato com desconto fixo, que é calculado com base no que o cliente pagaria se continuasse no mercado cativo. “Isso significa que, mesmo com as variações do mercado, o cliente tem uma referência clara de quanto está economizando todo mês. Além disso, ele recebe relatórios comparativos que mostram lado a lado os valores do mercado cativo e do mercado livre. Isso ajuda a entender o impacto real da mudança e facilita o controle dos custos de energia no dia a dia”, disse a executiva.

Abertura para pequenos comércios e indústria

Débora acredita que a abertura do mercado a partir de 2026 para pequenos comércios e indústrias e 2027 para unidades residenciais e rurais, que estão conectadas à baixa tensão, é um passo necessário e positivo. “A experiência com a alta tensão mostrou que há maturidade para ampliar o acesso e democratizar os benefícios da energia livre. Na LUZ, fornecemos energia 100% limpa e renovável, sem necessidade de obras ou mudanças na estrutura. Cuidamos de todo o processo para que o cliente apenas aproveite os resultados: redução real na conta de energia, sem burocracia. Mais do que uma escolha sustentável, optar pela energia renovável se tornou uma vantagem competitiva”, ressaltou.

Segundo ela, em um cenário onde o posicionamento ESG é cada vez mais valorizado, esse tipo de decisão pesa em processos de certificação, escolha de fornecedores e reputação de marca. “A abertura total do mercado representa um novo ciclo para o setor elétrico, com liberdade de escolha, inovação nos serviços e acesso a soluções mais personalizadas. E estamos prontos para liderar essa mudança junto com quem mais precisa: os pequenos e médios empreendedores do Brasil”, finalizou.

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