Com a conta de luz representando até 30% dos custos operacionais de muitas empresas brasileiras, a energia compartilhada emerge como solução para reduzir despesas e cumprir metas de sustentabilidade. O modelo, que permite que múltiplos consumidores se beneficiem da mesma usina renovável, já atende 3,85 milhões de unidades no país.

Contudo, a modalidade funciona como um condomínio energético, onde empresas de diferentes portes dividem os custos e benefícios de usinas solares, eólicas ou pequenas centrais hidrelétricas. Sem precisar investir na construção de infraestrutura própria, os participantes conseguem reduzir entre 10% e 20% na conta de energia elétrica.

Segundo o CEO da Ludfor, Douglas Ludwig, a energia se tornou um ponto estratégico de competitividade. Ele declarou que o acesso a fontes renováveis compartilhadas garante previsibilidade de caixa e permite que negócios de diferentes portes participem ativamente da transição energética.

Além do benefício econômico, a energia compartilhada também é vista como um ativo reputacional. Consumir eletricidade de fontes renováveis contribui para metas de descarbonização, fortalece compromissos de governança climática e cria uma vantagem competitiva no relacionamento com investidores, clientes e colaboradores.

Crescimento

Entretanto, os números da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram o ritmo acelerado de expansão do setor. Entre janeiro e julho de 2025, foram instalados 513.321 novos sistemas de micro e minigeração distribuída, adicionando 5.293,86 MW à rede elétrica nacional, potência suficiente para abastecer cerca de 2,6 milhões de residências.

Atualmente, o Brasil conta com 42,59 GW de potência instalada em geração distribuída, beneficiando aproximadamente 928.480 unidades consumidoras. Desse total, 663.469 são residenciais, mas o segmento comercial e industrial cresce rapidamente.

Oportunidades

Ademais, a energia compartilhada funciona também como um instrumento de democratização do acesso a soluções de geração limpa. Com isso, cidades de médio porte e regiões fora dos grandes centros têm registrado uma adesão crescente por parte de comércios locais, hospitais, escolas e pequenas indústrias.

Para o Grupo Ludfor, o momento é de expansão acelerada. A empresa está ampliando sua carteira de projetos e desenvolvendo novas usinas para suportar o avanço da energia distribuída no país.

Segundo Ludwig, a visão da empresa é atuar como facilitadora da transição para um sistema elétrico mais limpo e descentralizado. Para ele, a energia compartilhada representa a porta de entrada para milhares de empresas que antes consideravam a sustentabilidade um objetivo distante ou oneroso.

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