Pela primeira vez, as unidades regionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) — dos estados do Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Pernambuco e Piauí — estarão reunidas em um único estande no Brazil Windpower 2025, principal evento da cadeia eólica da América Latina. Essa presença conjunta simboliza o amadurecimento institucional da rede e consolida o SENAI como referência nacional na formação profissional, pesquisa aplicada e inovação tecnológica voltadas à transição energética.
Mais do que uma participação em feira, a ação traduz um movimento de integração estratégica entre as unidades do Nordeste, região que hoje concentra quase 90% da capacidade eólica onshore instalada no país e desponta como o principal polo de expansão da energia offshore brasileira.
O estande conjunto levará ao público — formado por executivos da indústria, engenheiros, gestores públicos, investidores e especialistas do setor — um panorama integrado de soluções em capacitação técnica, metrologia, ensaios e consultoria tecnológica, evidenciando o papel do SENAI como articulador entre conhecimento, inovação e desenvolvimento sustentável.
Berço da inovação eólica
Entre os destaques da participação no evento está o SENAI do Rio Grande do Norte, reconhecido nacionalmente como epicentro da pesquisa em energia eólica e offshore no Brasil. O estado abriga o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), unidade que se tornou referência na América Latina em estudos de integração de renováveis e armazenamento energético.
O diretor do SENAI-RN, Rodrigo Mello, destaca que o instituto vem atuando fortemente na preparação de mão de obra para o novo ciclo da indústria eólica marítima.
“O ISI-ER nasceu com a missão de antecipar o futuro. Somos pioneiros na criação da primeira pós-graduação do país voltada à energia eólica offshore, e hoje já formamos profissionais capazes de planejar, implantar e operar empreendimentos em ambiente marítimo. Essa é uma qualificação estratégica para o Brasil se posicionar de forma competitiva nessa fronteira energética.”
A unidade também conduz estudos de impacto ambiental e de viabilidade técnica para a primeira planta-piloto de eólica offshore licenciada no país, a ser instalada no litoral potiguar, no município de Areia Branca.
Essa iniciativa é considerada um marco tecnológico, pois permitirá testar equipamentos, turbinas e sistemas de ancoragem em condições reais de operação no mar, preparando o setor para os futuros leilões federais.
Além disso, o SENAI-RN atua em parceria com universidades e empresas para desenvolver tecnologias em monitoramento de vento em alta altitude, digitalização de ativos e modelagem de previsão energética, consolidando-se como hub de inovação aplicada à transição energética.
Pesquisa aplicada e formação para o desenvolvimento regional
Outro protagonista da presença unificada é o SENAI Bahia, que levará ao evento cases emblemáticos de integração entre pesquisa, desenvolvimento e formação técnica. Segundo o diretor Evandro Mazzo, o estado vive um momento de consolidação da indústria eólica e solar, e o SENAI tem sido um agente essencial para conectar empresas, comunidades e novas tecnologias:
“O SENAI trabalha para transformar conhecimento em desenvolvimento regional. Temos investido na qualificação de jovens aprendizes, técnicos e operadores, garantindo que as comunidades locais participem ativamente dos projetos que transformam sua realidade e movimentam a economia baiana.”
Mazzo destaca também o papel do SENAI Cimatec, considerado um dos mais avançados complexos de inovação e tecnologia da América Latina, com infraestrutura para ensaios de aerogeradores, simulações computacionais e pesquisas em hidrogênio verde. O centro tem colaborado com o governo da Bahia e com empresas do setor para mapear o potencial energético do estado, tanto onshore quanto offshore.
“O futuro da energia renovável será definido pela capacidade de inovar e formar talentos. E é nisso que o SENAI se diferencia. Estamos ao lado da indústria, desenvolvendo soluções reais e formando as pessoas que vão operar e liderar essa transformação.”
Um estande, uma rede, um propósito
A decisão de reunir as cinco unidades nordestinas em um único espaço no Brazil Windpower 2025 representa uma mudança de paradigma na forma como o SENAI se apresenta ao mercado. Tradicionalmente, cada estado participava de forma isolada, com foco em projetos regionais.
Agora, o conceito é o de “Rede Integrada SENAI para o Setor Eólico”, mostrando ao público corporativo a capacidade nacional da instituição de oferecer soluções completas, que vão desde a formação técnica até a inovação em escala industrial.
“As empresas que atuam na cadeia eólica transcendem fronteiras estaduais. Estar juntos, como rede, nos permite oferecer uma resposta nacional, combinando competências locais e sinergia técnica”, observa Mazzo.
Essa atuação integrada é apoiada por subsídios técnicos e institucionais descritos na política de atuação do SENAI, que privilegia a convergência entre educação profissional, sustentabilidade e competitividade industrial. O modelo de gestão do SENAI estimula a formação de alianças tecnológicas, parcerias com o setor privado e desenvolvimento de soluções que elevem a produtividade e a eficiência das empresas.
Outros destaques regionais
Com relação à demais unidades do Senai no Nordeste, estas são algumas das iniciativas relevantes a serem apresentadas. O SENAI Ceará vai demonstrar o Curso de Reparo de Pá Eólica, certificado pela Global Wind Organisation (GWO), que já qualificou centenas de técnicos para manutenção de aerogeradores. Já o SENAI Pernambuco mostrará soluções aplicadas de inteligência artificial, digital twins, sensoriamento remoto e integração energética com sistemas de armazenamento (BESS), voltadas à eficiência operacional e à segurança das plantas. Quanto ao SENAI Piauí, o destaque será sua experiência na formação de profissionais especializados na instalação e manutenção de linhas de transmissão, essenciais para o escoamento da energia gerada por novos empreendimentos.
Essas ações refletem o esforço conjunto do SENAI para ampliar a capacidade de atendimento à indústria energética, especialmente no Nordeste, que desponta como núcleo estratégico da transição energética brasileira.
(Nota da Redação: Conteúdo patrocinado produzido pela empresa)

