Com a meta de atingir o Net Zero em 2040, a operadora e aeroportos Aena vem buscando descarbonizar as suas operações. A energia usada já vem de fonte renovável, mas as características dos aeroportos podem definir as soluções que serão adotadas. Em painel do Pré COP 30 Global Summit, realizado na última sexta-feira, 7 de novembro, o diretor Kleber Meira contou que o aeroporto de Carajás, em Parauapebas (PA), terá uma usina solar. Essa foi considerada a melhor solução para a questão energética. O Plano de ação Climática prevê investimentos de R$ 260 milhões para ações de sustentabilidade nos próximos.

“São planos que vão depender da característica de cada aeroporto. Lá para chegar a energia, a melhor solução que estamos fazendo é construir uma uma fazenda solar”, explica. O plano no Brasil está alinhado à estratégia global do grupo Aena, que em 2021 lançou estratégia para suas operações na Espanha.

Ground Handling e Pontes de Embarque

De acordo com Meira, a eletrificação deverá chegar nas operações dos aeroportos. Assim, as empresas de ground handling – que envolvem as atividades de suporte terrestre para que as aeronaves estejam aptas a decolar – estão na fila para a troca de máquinas a diesel por elétricas. “Já temos planos com eles para que possam fazer a troca e a modernização desses equipamentos para equipamentos elétricos” relata.

Outra frente de eletrificação nos aeroportos da Aena são as pontes de embarque, que também são movidas a diesel. Quanto aos ônibus elétricos, desde fevereiro de 2025, o aeroporto de Congonhas conta com uma frota de ônibus elétricos para transportar os passageiros. “Os equipamentos que a gente tem hoje, que eram movidos a diesel, estamos trocando por elétricos. E, no final do dia, fomentando com que todo o ecossistema que opera dentro do aeroporto faça o mesmo”, comenta.

Durante o painel, o executivo também salientou que nesse sentido, a execução dessas ações em prol da transição energética acaba fazendo com que os demais aeroportos adotem soluções semelhantes de descarbonização.

Segundo informações da empresa, a expectativa é que os veículos deixem de liberar cerca de 464 toneladas de CO2 equivalente por ano na atmosfera, o que representa 25% de toda a emissão de combustão móvel da Aena no Brasil.

Ônibus elétricos

A troca da frota de veículos que operam dentro dos aeroportos por outros movidos a energia limpa  deverá tomar a maior parte dos investimentos. Em fevereiro, a primeira frota de ônibus elétricos entrou em circulação.

Dessa maneira, o  executivo conta que os planos para os aeroportos estão em graus diferentes. Congonhas está em um estágio mais avançado, mas outras unidades que a Aena administra, como Recife (PE) e Maceió (AL) também estão avançando. Além disso, o Plano de Ação climática da Aena também prevê Eficiência energética e operacional, Tratamento de efluentes, Compensação de emissões e Gestão de resíduos.