A demanda por energia elétrica atingiu 49.104 GWh em janeiro, aumento de 4,1% comparado a janeiro de 2025. De acordo com dados atualizados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), essa é a terceira alta consecutiva na demanda. As classes residencial, comercial e outros registraram aumentos de 8,6%, 6,4% e 3,6%, respectivamente. Enquanto a indústria reduziu em 1,3%. No boletim anterior, a evolução anual de dezembro foi de apenas 0,5%.

Entre os 37 setores industriais monitorados, 26 computaram recuos. Já entre os dez setores mais eletrointensivos, sete consumiram menos. Metalurgia foi o setor que mais contribuiu para a queda, com 6,8%. Conforme o estudo, a redução ocorre majoritariamente nos segmentos de siderurgia e ferroligas, com destaque para Minas Gerais e Espírito Santo.

Quanto ao resultado aferido nas residências, a EPE salienta que a variação representa novo recorde da série histórica iniciada em 2004. Dessa forma, o segmento superou pela quarta vez o consumo industrial. Conforme a análise, o desempenho foi favorecido por temperaturas acima da média, ondas de calor e condições mais secas, as quais intensificaram o uso de equipamentos de climatização.

Na análise geral regional, o Sul se destaca com crescimento de 7,7%. Depois aparecem Centro-Oeste (5,4%), Norte (4,6%), Sudeste (3,0%) e Nordeste (2,6%). Já a demanda por energia no acumulado dos últimos 12 meses foi de 564.740 GWh, subindo 0,5% na comparação com igual período anterior.

Livre x regulado

De acordo com o levantamento, o mercado livre computou 21.204 GWh no período. Assim, respondeu por 43,2% da demanda nacional janeiro, com crescimentos de 4% no consumo e de 33,5% no número de consumidores. O Norte foi a região com mais expansão no consumo (6,6%) e com maior aumento de consumidores livres (45,2%).

Por outro lado, o mercado regulado chegou a 27.900 GWh, perfazendo 56,8% do quadro brasileiro. E com incrementos de 4,2% na demanda e de 1,9% no número de clientes. O Sul registrou a maior ampliação do consumo (+9,4%), enquanto a região Norte teve o maior acréscimo em volume de unidades consumidoras (4%).

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