A Digital PrintZ, empresa do setor gráfico, alcançou uma economia de quase 30% nos custos com eletricidade ao migrar para o mercado livre de energia.  A Voltera foi a responsável pela estruturação da operação. Em 2025, a empresa registrou uma redução de R$ 160 mil na conta de luz, com consumo anual de 826 MWh.

O mercado livre de energia tem se tornado uma alternativa estratégica para empresas que buscam reduzir custos e aumentar a previsibilidade financeira. Segundo dados da CCEE, o ambiente de contratação livre já representa 43% do consumo nacional de eletricidade, com cerca de 85 mil consumidores.

Benefícios

O CEO da Voltera, Alan Henn, destacou os benefícios do mercado livre. Segundo ele, mais do que reduzir custos, o mercado livre permite previsibilidade financeira, bem como, menor exposição às oscilações tarifárias, além da possibilidade de contratar energia renovável.

A abertura gradual do mercado livre para consumidores de baixa tensão está prevista para novembro de 2027. Essa etapa é destinada a indústrias e comércios de menor porte. Porém, em novembro de 2028, a elegibilidade chegará para residências. Nesse sentido, essa abertura promete ampliar ainda mais o número de consumidores aptos a migrar.

Empresas com alto consumo, como a Digital PrintZ, ganham autonomia contratual, negociando preços, prazos, volumes e contratos longos alinhados ao perfil de consumo.

A empresas destacou que antes da migração, a conta de energia variava de forma significativa ao longo do ano, o que dificultava o planejamento. Com o contrato no mercado livre, eles conseguiram maior estabilidade no orçamento e previsibilidade no fluxo de caixa.

Desafios

Apesar dos benefícios, o mercado livre de energia ainda apresenta desafios, como a necessidade de gestão especializada e análise criteriosa para estruturar contratos. No entanto, para empresas como a Digital PrintZ, os resultados demonstram que a migração pode ser uma solução eficaz para reduzir custos e adotar práticas mais sustentáveis.

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