O gerente de projetos do Assaí Atacadista, Lucas Attademo, destacou em entrevista ao CanalEnergia como a migração para o mercado livre de energia tem sido uma estratégia essencial para a empresa, permitindo alinhar ganhos financeiros significativos com o cumprimento de metas de sustentabilidade. Segundo ele, como uma empresa de capital aberto, o Assaí possui compromissos importantes com o mercado e seus acionistas, e a descarbonização das operações é um dos pilares estratégicos. “Nesse contexto, o ACL se tornou uma ferramenta indispensável para acelerar a transição energética e reduzir custos”, disse.
Attademo explicou que a migração para o ACL oferece dois grandes benefícios: previsibilidade de preços e liberdade de escolha de fontes de energia. “No mercado livre, conseguimos observar as melhores janelas de contratação, garantindo preços mais atrativos em comparação ao mercado cativo. Além disso, temos a possibilidade de optar por fontes renováveis, o que reforça nosso compromisso com a sustentabilidade”, afirmou.
Nesse sentido, ele destacou que a previsibilidade dos custos energéticos é crucial para o planejamento financeiro, especialmente em um setor como o varejo, onde as margens de lucro são apertadas e cada centavo economizado faz diferença.
Desafios
No entanto, a transição para o mercado livre também trouxe desafios. De acordo com Attademo, o principal foi estruturar contratos que atendessem às curvas de consumo específicas do varejo. Essas curvas diferem das da indústria devido à operação contínua das lojas. “Encontrar fornecedores e contratos que garantam o atendimento às nossas necessidades de consumo é um diferencial significativo”, explicou. Ele também ressaltou a importância de uma gestão dedicada ao portfólio energético. Contratos de curto, médio e longo prazo equilibram competitividade econômica e compromisso ambiental.
Rentabilidade e sustentabilidade
Attademo também destacou como a migração para o mercado livre tem sido uma peça-chave para equilibrar rentabilidade e sustentabilidade nas operações da empresa. Segundo ele, a energia elétrica, que era a segunda maior despesa da companhia em 2019, tornou-se a quarta maior. Isso exigiu estratégias para otimizar custos e atender às metas de descarbonização. Com 313 lojas e um consumo médio de 0,3 MWm por unidade, cada centavo economizado por meio de contratos de energia e eficiência operacional representa um impacto significativo para o negócio.
Attademo explicou que o ACL oferece vantagens econômicas em relação ao mercado cativo. O mercado livre permite maior previsibilidade de preços e liberdade na escolha de fontes de energia, incluindo opções renováveis.
Assim, essa flexibilidade é essencial para alinhar os compromissos ambientais do Assaí, como suas metas de descarbonização, que têm 90% de seus objetivos atrelados ao consumo de energia elétrica. Ele destacou que, sem o ACL e a compra de certificados I-RECs, seria difícil atingir essas metas.
Além disso, a gestão estratégica do portfólio energético, com contratos de curto, médio e longo prazo, é fundamental para atender às demandas específicas do varejo, que possui um perfil de consumo contínuo e diferenciado. Apesar dos benefícios, o gerente apontou desafios na estruturação de contratos que equilibrassem competitividade econômica e compromisso ambiental.
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