O Assaí Atacadista tem se destacado no cenário varejista brasileiro por sua abordagem estratégica na gestão energética, principalmente após sua migração para o mercado livre de energia. Iniciada em 2019, essa transição foi motivada por dois fatores principais: sustentabilidade e economia. Segundo Lucas Attademo, gerente de projetos do Assaí, a possibilidade de verificar a fonte energética foi determinante, permitindo que hoje 99% das lojas da rede consumam energia 100% renovável, além de proporcionar maior flexibilidade contratual.

No aspecto econômico, os resultados são expressivos. A empresa alcançou uma economia entre 30% e 40% em comparação ao mercado cativo, graças à estratégia de contratação em janelas de preço favoráveis. “A gente pegou uma janela de preço bem considerável que conseguiu encarterar uma energia barata”, explica Attademo. Ele destacou que isso só foi possível devido à existência de uma equipe dedicada exclusivamente a monitorar as melhores oportunidades do mercado.

Equipe dedicada e eficiência energética

Com 303 lojas em operação, o Assaí enfrentou desafios significativos na gestão do consumo energético. Para superá-los, a empresa investiu em softwares especializados e formou um time competente para monitoramento contínuo. Inicialmente, contratou uma gestora externa para iniciar o processo de migração, mas posteriormente internalizou essa gestão devido ao volume de energia negociado, criando uma equipe 100% dedicada para interagir com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Os investimentos em eficiência energética são abrangentes. Todas as lojas contam com iluminação LED e sistemas de refrigeração cada vez mais eficientes, utilizando gases refrigerantes de menor impacto ambiental. Além disso, a rede já possui oito usinas solares instaladas em seus telhados e implementa campanhas internas de conscientização, premiando colaboradores e lojas que atingem as metas estabelecidas de consumo consciente.

Olhando para o futuro, o Assaí explora novas tecnologias como sistemas de baterias, uma solução inovadora para aproveitar a diferença tarifária entre horários de ponta e fora de ponta. A empresa também adquire certificados de energias renováveis (I-RECs) para apoiar suas metas de descarbonização.

Benefícios

Para outras redes varejistas que consideram migrar para o mercado livre, Attademo recomenda avaliar cuidadosamente as janelas de contratação para maximizar os benefícios econômicos. “O mercado livre é algo benéfico, uma vez que você vai ter uma economia financeira frente ao mercado cativo e, além disso, você consegue escolher qual é o tipo de energia que você compra”, aconselhou. Ele ainda ressaltou que essa flexibilidade é fundamental para empresas com metas de sustentabilidade.

Confira o vídeo com a entrevista completa:

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