Índice Comerc destaca que consumo inicia o ano estável e com perspectivas positivas

De acordo com o Índice, o setor de material de construção lidera o ranking com alta superior a 18%

Após encerrar 2020 com crescimento acumulado de 10,3%, o consumo consolidado de energia iniciou o ano de 2021 com um resultado mais tímido, na casa dos 1,39%. Ainda assim, quando comparado aos números de janeiro passado (1,78%), o resultado geral é considerado dentro da média histórica para o período. É o que aponta o índice Comerc, que avalia o consumo de energia dos principais setores da economia.

Segundo dados do índice, na análise setorial é possível destacar setores que apresentaram desempenho positivo. Materiais de Construção é o que mais chama a atenção, liderando o ranking em janeiro de 2021, com alta superior a 18% em comparação com o janeiro de 2020. Essa é a maior alta já registrada na comparação mês atual/mês do ano anterior desde 2015, quando o Índice Comerc começou a monitorar o desempenho do mercado livre de energia.

Ainda de acordo com Índice Comerc, é possível notar o mesmo comportamento na retomada expressiva dos setores Têxtil, Couro e Vestuário e Manufaturados, que apresentaram respectivamente crescimento de 13,91% e 13,12% em janeiro de 2021 contra 6,72% e 6,42% no mesmo período de 2020.

Já no setor Comércio e Varejista o mesmo não é observado, com queda de 10,92% em janeiro deste ano. De acordo com o IBGE, com o recuo de dezembro no segmento Comércio e Varejista, mês habitualmente aquecido para vendas, impactou sobre os números gerais no mês de janeiro de 2021, se igualando ao patamar de fevereiro de 2020, período pré-pandemia. O setor de Veículos e Autopeças também apresentou queda no consumo de energia, fechando o primeiro mês do ano com – 1,37%.

Após as oscilações no consumo de energia observadas ao longo de 2020, a perspectiva para 2021 é otimista. Segundo a Comerc, detalhando a análise do consumo por ramo de atividade, com rara exceção, é possível perceber que os setores têm se recuperado da retração causada pela pandemia de Covid-19. Os próximos meses devem indicar um otimismo para o cenário brasileiro como um todo e o mercado de energia deve refletir o mesmo.