CGN Brasil quer 3 GW em operação até 2024

Empresa tem projetos inscritos em leilões e recebeu prêmio internacional por desenvolvimento social e econômico global

Com meta de atingir pelo menos 3 GW em operação até 2024, a CGN Brasil quer continuar a ter destaque no mercado brasileiro. A empresa, subsidiária da chinesa CGN Energy International Holding, chegou ao Brasil em 2019, ao adquirir ativos eólicos e solares da Enel Green Power e a Atlantic Energias Renováveis. Em entrevista à Agência CanalEnergia, o DCEO da empresa, Gabriel Luaces, falou sobre os planos da geradora.

A empresa tem projetos cadastrados para os próximos leilões regulados. Mas a expectativa de baixa demanda de energia deverá levar a uma dinâmica de preços diferente no certame e análise criteriosa. “Temos projetos cadastrados, mas temos que entender até o leilão qual o nosso interesse de quanto ser agressivo”, observa. Os planos de expansão da CGN Brasil abrangem tanto os projetos greenfield, aproveitando pelo know-how dos quadros da Atlantic, quanto ativos operacionais, que ele demonstra interesse.

O executivo da empresa também conta que há planos para a expansão da CGN para a América Latina. Segundo o executivo, essa expansão já deveria ter acontecido, mas por conta da pandemia foi adiada. “No mais tardar em 2022 vamos estar em outros países” avisa. Chile, México e Colômbia despontam como destinos prováveis dessa expansão além Brasil.

Em novembro do ano passado, foi firmada parceria com a Bolt Comercializadora para fornecimento de 15 MW ao longo de 5 anos pelo complexo eólico de Lagoa do Barro (PI). O contrato ampliou o portfólio da CGN no ACL. Outra parceria foi com a Greeen Yellow, também para Lagoa do Barro, com o incremento de 82,8 MW em capacidade, por meio de um investimento de R$ 444 milhões. Luaces se mostra contente com a parceria e avalia novos acordos com comercializadoras e consumidores intensivos. “Mas sempre buscando criar um mix de contratos”, observa.

Luaces revela certa intranquilidade com a maneira que a retirada de subsídios às renováveis está sendo realizada. Segundo ele, o mercado conseguirá ser competitivo sem eles, mas há centenas de gigawatts de eólicas e solares outorgados nos últimos anos, o que ainda lhes garante o desconto. “Não sei se a estrutura da Aneel e MME está dimensionada para isso que vai acontecer, acho que vai ser uma situação de stress no mercado. Vai ser algo que vai gerar bastante impacto nos próximos 12 meses”, avisa.

Em fevereiro, a CGN recebeu o prêmio National Quality Award 2020. A premiação de nível internacional é voltada para organizações, empreendedores e profissionais de destaque que contribuem efetivamente para o desenvolvimento social e econômico global.