O ano de 2025 mostrou ao segmento de transmissão que a resiliência climática é muito importante para o segmento. A queda de torres de um dos bipolos de Belo Monte impactou a capacidade de escoamento de energia para o Sudeste. E mais, é encarado como mais um aprendizado que as empresas devem ter sobre como atuar em casos como esse.
Isso é o que indica o CEO da Isa Energia Brasil, Rui Chammas, que está à frente de uma das maiores transmissoras do Brasil. A empresa possui cerca de 30 mil km de circuitos, inclusive algumas passando pela região amazônica. O executivo explicou em entrevista no Estúdio CanalEnergia, que a empresa vem adotando medidas mitigação às questões como ventos e descargas atmosféricas.
“Precisamos estar prontos e saber o que acontece em tempo real. O que fazemos hoje não é a solução para o futuro e para isso realizamos um trabalho sobre as evoluções de sete variáveis climáticas em diversos horizontes, até 2050”, explica o executivo.
Esses estudos fazem com que a empresa possam estar preparada de forma a lidar com mais agilidade para minimizar o efeito sobre os ativos da companhia. E isso passa pela mobilização de equipes e infraestrutura para que possam recompor o serviço o mais rápido possível. “Qual é o custo que a sociedade está disposta a pagar por uma linha que possa suportar vento de mais de 200 km? Estudos apontam que o peso de uma torre pode ser até 7x maior do que atual. O que é mais caro, pagar esse ativo por 30 anos para suportar ou correr o risco de ficar sem energia por algum tempo? Essas são discussões que precisaremos ter como sociedade”, analisa.
Rui Chammas falou ainda sobre perspectivas dos leilões de transmissão, cujo calendário foi recentemente divulgado pelo MME.
Confira na íntegra a entrevista concedida pelo CEO da Isa Energia Brasil ao CanalEnergia em nosso estúdio montado no Enase em comemoração aos 25 anos do mais tradicional portal de notícias do setor elétrico.
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