A Globo atingiu 100% de consumo de energia proveniente de fontes renováveis em todas as suas operações. Esse marco antecipa em quatro anos uma das principais metas de sua Agenda de Sustentabilidade 2030. A meta abrange as cinco regionais da empresa: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Recife.
O diretor do centro de serviços compartilhados da Globo, Maurício Gonzalez, destacou a relevância da conquista para a indústria. “A transição para uma operação baseada em energia renovável é um caminho necessário também no setor audiovisual. Uma indústria intensiva em infraestrutura e consumo energético, que precisa assumir um papel ativo na redução de seus impactos. Na Globo, essa jornada foi construída com consistência e visão de longo prazo. Antecipar, em quatro anos, uma de nossas principais metas da nossa agenda de sustentabilidade mostra que é possível alinhar eficiência e responsabilidade ambiental, consolidando a sustentabilidade como pilar estratégico do negócio e contribuindo para a transformação de toda a cadeia”, afirmou.
Estratégia de longo prazo
Dessa forma, a antecipação da meta de 100% de energia renovável é resultado de uma estratégia construída ao longo de quase duas décadas. Segundo a Globo, o avanço em iniciativas de energia renovável permitiu acelerar a transição, alinhando eficiência operacional à responsabilidade ambiental e consolidando a sustentabilidade como um pilar estratégico do negócio.
Expandir o modelo de energia renovável para todas as operações foi um dos maiores desafios, especialmente, devido às particularidades regionais e às necessidades das unidades menores. Nesse sentido, a empresa precisou adotar soluções flexíveis e realizar ajustes operacionais e contratuais para garantir a viabilidade técnica e econômica em diferentes contextos.
Papel do Ambiente de Contratação Livre
A migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), iniciada em 2007, foi um ponto inicial na estratégia da Globo. Essa etapa permitiu abastecer cerca de 30% da operação com energia renovável. Entre 2007 e 2021, sucessivas migrações elevaram esse índice para aproximadamente 94%. Dessa forma, a experiência no ACL trouxe aprendizados importantes, como maior previsibilidade de custos, planejamento de longo prazo e diversificação de fontes de energia.
Contribuição das usinas solares
Adicionalmente, as usinas solares desempenharam um papel relevante na estratégia de autoprodução de energia da Globo. Atualmente, as quatro usinas solares da empresa correspondem a cerca de 2% do total de energia consumida. Porém em São Paulo e Recife, essas plantas também funcionam como estacionamentos cobertos (carport), beneficiando colaboradores.
Além disso, a Globo conseguiu expandir o uso de energia renovável para unidades menores por meio de projetos de geração distribuída remota e/ou compartilhada. Essa abordagem foi prioritariamente implantada no Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais, onde estão concentrados os sites de baixa tensão, que representam cerca de 6% do consumo total.
Desse modo, a iniciativa reforça o papel do setor audiovisual na redução de impactos ambientais. Segundo a Globo, operar com 100% de energia renovável demonstra que eficiência e responsabilidade ambiental podem caminhar juntas, ou seja, impulsiona uma transformação mais ampla em toda a cadeia produtiva.
Planos futuros
Ademais, a Globo acompanha de perto a evolução de tecnologias e soluções em energia limpa. Entre os planos futuros, estão a possibilidade de implantação de novas usinas solares carport, que também oferecem benefícios como estacionamentos cobertos, e a redução do uso de geradores em todos os sites. A empresa também estuda a implementação de sistemas avançados de armazenamento de energia (BESS) para fortalecer sua estratégia de sustentabilidade.
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