A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) concluiu a migração de 4.827 consumidores para o mercado livre de energia no primeiro trimestre de 2026. Do total, mais de 70% entraram no segmento por meio do novo modelo simplificado de gestão do varejo. O modelo foi criado para agilizar e permitir a automação das trocas de informações entre comercializadoras, distribuidoras e a própria organização.

No ambiente livre, os consumidores podem escolher de quem comprar sua eletricidade. As partes negociam diretamente condições como preço, prazo e o tipo de fonte que desejam adquirir. Dessa forma, a CCEE aponta que já são mais de 90 mil empresas e pessoas físicas no Brasil que podem exercer esse direito à liberdade. Assim, esse consumidores conquistam espaço para uma gestão mais eficiente de custos e reforça estratégias de sustentabilidade.

Segundo dados da CCEE, que acompanha 15 ramos de atividade econômica, os setores de serviços e comércio lideraram as adesões ao mercado livre neste primeiro trimestre. Na sequência, destaque para saneamento e alimentos. Os números mostram a expansão do ambiente dos pequenos e médios lojistas aos estabelecimentos maiores, como supermercados, hospitais, farmácias e hotéis.

Eixo Sul/Sudeste em destaque

Por geografia é São Paulo que lidera. O estado registrou 1.311 novas migrações para o mercado livre entre janeiro e março. Logo em seguida, Minas Gerais (387), Rio Grande do Sul (386), Santa Catarina (370) e Paraná (351) figuram no topo do ranking. Ou seja, consolidam o eixo Sul/Sudeste como um dos principais para o crescimento do mercado. Por fim, destaque também para a Bahia, principal estado do Nordeste, com a marca de 340 novos consumidores que entraram para o segmento.

Saiba mais:

Mercado livre de energia: como funciona na prática e quais os benefícios para consumidores de todos os portes