A Cemig e a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) firmaram contrato no mercado livre de energia que promete ajudar a gestão energética da estatal alagoana. Com fornecimento de 4,18 MW médios de energia limpa para três unidades operacionais no Nordeste, o acordo evidencia uma transformação no setor energético brasileiro, onde empresas públicas e privadas buscam reduzir custos e aumentar a previsibilidade orçamentária em meio à volatilidade do mercado regulado.
Economia significativa
Cabe ressaltar, que o principal atrativo do mercado livre de energia é, sem dúvida, a redução significativa nos custos. No caso específico da Cemig, os descontos oferecidos no segmento varejista podem chegar a 35% em comparação ao mercado cativo (regulado). Para empresas com consumo intensivo de energia, como companhias de saneamento, indústrias e grandes estabelecimentos comerciais, essa economia representa um impacto direto e substancial no fluxo de caixa.
A vice-presidente operacional da Casal, Laura Petri Geraldino, destacou os resultados iniciais da parceria com a Cemig. Segundo ela, já foi observado uma maior previsibilidade nos custos, eficiência na gestão de energia e impactos positivos na sustentabilidade financeira da companhia. “Além disso, teremos a garantia de utilizar energia limpa e renovável, que contribuirá para a redução das nossas emissões”, disse.
Energia limpa e certificada
Entretanto, além da economia financeira, outro benefício destacado no contrato entre Cemig e Casal é o fornecimento de energia 100% renovável, limpa e rastreável. Esta característica atende diretamente às crescentes exigências de práticas ESG por parte de investidores, consumidores e órgãos reguladores.
Além disso, o mercado livre de energia proporciona uma liberdade na gestão do insumo energético. As empresas podem negociar diretamente com fornecedores, escolher a fonte de energia que desejam utilizar e definir condições contratuais que melhor atendam às suas necessidades específicas.
Neste cenário atual, na modalidade varejista, como a adotada pela Casal, o cliente recebe suporte de uma comercializadora experiente, que o representa junto à CCEE, simplificando processos burocráticos.
Previsibilidade
O panorama revela que os consumidores no mercado livre valorizam a proteção contra oscilações tarifárias do mercado regulado, especialmente durante bandeiras tarifárias desfavoráveis. Dessa forma, o vice-presidente da Cemig afirma que contratos de longo prazo no ambiente livre protegem consumidores das variações do mercado cativo. Ele ainda afirmou que isso permite um planejamento financeiro mais preciso e elimina surpresas desagradáveis na conta de energia.
Crescimento acelerado
Notadamente, o caso da Cemig e da Casal reflete uma tendência mais ampla no Brasil. Desde janeiro de 2024, consumidores do Grupo A podem migrar para o mercado livre, ampliando significativamente o potencial deste ambiente de contratação. Segundo a CCEE, a Cemig possui mais de 2 mil clientes e 178 MW médios no segmento varejista, evidenciando o interesse empresarial.
Como migrar?
Vale destacar que para empresas interessadas em migrar para o mercado livre de energia, o processo envolve algumas etapas essenciais: análise de viabilidade técnica e econômica, adequação do sistema de medição, adesão à CCEE (diretamente ou via comercializadora varejista) e contratação de fornecedor no ambiente livre
Segundo o vice-presidente de Comercialização da Cemig, Sérgio Lopes, a adesão ao ACL proporciona às empresas vantagens competitivas em sua área de atuação, destacando o compromisso com práticas sustentáveis, que é uma preocupação crescente da sociedade.
Será que a sua empresa já pode migrar para o mercado livre de energia? Vale a pena descobrir e começar a economizar desde já. Clique aqui e confira!
Leia mais:
Você sabia que é possível escolher seu fornecedor de energia?
Mercado livre marca uma nova era no relacionamento com consumidores

