Um ano após migrarem para o mercado livre de energia, o Espaço de Eventos Immensità e o Wyndham Garden São Paulo Convention Nortel colhem os frutos de uma decisão estratégica. A mudança no modelo de compra de energia, concluída em junho de 2024, representou uma economia de aproximadamente R$ 250 mil, o equivalente a 20% dos custos com energia elétrica no período.

Diante deste cenário, o hotel demonstra como a gestão estratégica de recursos energéticos pode impactar positivamente tanto o resultado financeiro quanto o posicionamento sustentável do negócio. “A decisão foi motivada por uma análise estratégica de viabilidade, que apontou não apenas a possibilidade de redução significativa dos custos com energia, como também uma oportunidade de reinvestir os recursos economizados em melhorias estruturais e sustentáveis”, disse ao CanalEnergia, o gerente geral do empreendimento, Dalmo Valim.

Transição planejada e benefícios além da economia

A migração exigiu planejamento técnico e acompanhamento especializado. Segundo Valim, os principais desafios envolveram adequações contratuais, avaliação de fornecedores e a compreensão da dinâmica do mercado livre, que é mais flexível, porém demanda uma gestão mais ativa.

Além disso, com apoio de consultorias especializadas e engajamento da equipe de manutenção e operação, eles conseguiram migrar sem impactos para os hóspedes ou para a programação dos eventos.

Além da expressiva economia financeira, o hotel identificou benefícios significativos. “A migração nos proporcionou maior previsibilidade orçamentária, liberdade na escolha de fontes energéticas e reforço no nosso posicionamento sustentável. Também percebemos um impacto positivo na reputação institucional, especialmente entre empresas e organizadores de eventos que valorizam práticas de ESG”, destacou o gestor.

Investimentos em modernização e sustentabilidade

Com todo esse cenário, os R$ 250 mil economizados foram reinvestidos em projetos de modernização e sustentabilidade. “Um dos investimentos mais relevantes foi a intensificação do uso de iluminação LED com sensores de presença e de condensação do ar-condicionado, otimizando ainda mais o consumo de recursos naturais”, afirmou Valim ao CanalEnergia.

Além disso, o investimento inicial necessário para a migração foi recuperado integralmente no primeiro ano de operação, através da economia obtida. A expectativa é manter ou até ampliar esse percentual nos próximos anos, acompanhando a dinâmica do mercado e renegociando contratos de forma estratégica.

Tendências do setor e planos futuros

Em um contexto onde o Brasil possui a matriz elétrica mais limpa e vive um crescimento expressivo de fontes renováveis, especialmente solar e eólica, o Wyndham Garden São Paulo se alinha às tendências do setor hoteleiro e de eventos.

“Percebemos um movimento crescente em direção à automação, ao uso de fontes renováveis e à digitalização da gestão energética. A integração entre sistemas prediais e soluções inteligentes de monitoramento será, sem dúvida, uma das grandes tendências para os próximos anos”, observou Valim.

Entre os planos futuros do hotel estão a ampliação da automação de sistemas prediais, a incorporação de tecnologias de monitoramento em tempo real do consumo energético e a possível instalação de painéis fotovoltaicos.

Mercado livre em expansão no Brasil

A experiência do Wyndham Garden São Paulo ganha ainda mais relevância considerando as recentes mudanças no setor energético brasileiro. Em maio de 2025, o governo federal publicou a Medida Provisória nº 1.300/2025, conhecida como MP da Reforma do Setor Elétrico, que prevê a abertura total do mercado de energia até 2028, permitindo que todos os consumidores possam escolher livremente seus fornecedores de energia.

Para Valim, a migração para o mercado livre é uma recomendação para outros hotéis e centros de eventos. “É uma oportunidade concreta de melhorar a eficiência financeira e ambiental do negócio. Nosso conselho é que os empreendimentos façam um estudo de viabilidade detalhado e contem com parceiros experientes durante a transição. A gestão ativa do contrato é essencial para garantir bons resultados”.

O caso do Wyndham Garden São Paulo Convention Nortel exemplifica como a gestão energética estratégica pode se tornar um diferencial competitivo no setor hoteleiro, especialmente em um cenário onde a sustentabilidade deixou de ser uma escolha e passou a ser uma exigência do mercado.

“Acreditamos que o futuro da hospitalidade está intrinsecamente ligado a práticas sustentáveis, e que os empreendimentos que souberem incorporar esse valor à sua operação sairão à frente em reputação, competitividade e rentabilidade”, concluiu o gerente geral.

Outras ações

Além da mudança no modelo de compra de energia, o complexo hoteleiro e de eventos já adota uma série de práticas sustentáveis, como separação e destinação correta de resíduos recicláveis; reutilização da água de chuva e condensação do ar-condicionado para rega de jardins e descarga de vasos sanitários; iluminação 100% em LED, com sensores de presença em áreas comuns; comunicação orientativa para hóspedes e participantes de eventos sobre uso consciente de recursos naturais, entre outras ações.

Será que a sua empresa já pode migrar para o mercado livre de energia? Vale a pena descobrir e começar a economizar desde já. Clique aqui e confira!

Leia mais:

Mercado livre de energia: como funciona na prática e quais os benefícios para consumidores de todos os portes

Mercado livre marca uma nova era no relacionamento com consumidores