O Grupo Profarma tem colhido bons resultados após sua entrada estratégica no mercado livre de energia. Com uma redução média de 35% nos custos operacionais relacionados ao consumo energético, a empresa demonstra como decisões sustentáveis podem gerar impactos financeiros positivos.

Os resultados reais têm superado nossas expectativas iniciais.
Deborah Birmarcker, do Grupo Profarma

A diretora de ESG do Grupo Profarma, Deborah Birmarcker, afirmou ao CanalEnergia que a decisão de migrar para o mercado livre foi fundamentada em uma análise criteriosa que considerou múltiplos fatores econômicos. “Realizamos uma análise criteriosa que levou em conta o consumo, a viabilidade técnica e regulatória, além do potencial de redução de custos em cada parte da nossa operação. Os resultados reais têm superado nossas expectativas iniciais”, disse a executiva.

Entretanto, dentre os desafios, Deborah destacou os processos e tratativas com as distribuidoras que atendem cada unidade, além da conciliação com os processos de aumento da carga instalada em algumas delas.

Estratégia

Contudo, o modelo de negócio do Grupo Profarma exigiu uma abordagem diferenciada para cada tipo de operação. Para os centros de distribuição, que apresentam maior concentração de consumo energético, a empresa optou pelo mercado livre de energia. Já para a rede de lojas, que não se enquadram nos critérios regulatórios para esse mercado, a solução encontrada foi o arrendamento de usinas fotovoltaicas.

“Aproximadamente 70% das nossas lojas são abastecidas por energia renovável através do modelo de geração distribuída e compartilhada. Essa estratégia dual nos permitiu maximizar os benefícios econômicos em diferentes frentes do negócio”, explicou Deborah.

Retorno sobre investimento

Vale destacar, portanto, que um dos aspectos mais notáveis da transição foi a ausência de investimentos específicos para a migração ao mercado livre, o que resultou em retorno financeiro imediato. A empresa contou com consultoria especializada para conduzir os procedimentos junto às distribuidoras e à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), garantindo uma transição técnica e regulatória eficiente.

“Como não foram necessários investimentos específicos para a migração, o retorno foi positivo desde o início da operação no mercado livre”, destacou a diretora ao CanalEnergia.

Eficiência energética

Adicionalmente, para potencializar os ganhos econômicos, o Grupo Profarma implementou medidas complementares de eficiência energética. Nos centros de distribuição, investimentos em iluminação natural planejada e tecnologia LED reduziram ainda mais o consumo. Nas lojas, 100% da iluminação utiliza tecnologia de baixo consumo.

“A combinação entre fontes renováveis e otimização do consumo tem garantido eficiência operacional e redução de custos em toda nossa cadeia”, ressaltou a executiva.

Reconhecimento e certificações

A estratégia energética da empresa não apenas gerou resultados financeiros, mas também fortaleceu sua posição em sustentabilidade corporativa. Notavelmente, o projeto CD Ecoeficiente recebeu o Selo Verde do Instituto Chico Mendes e foi reconhecido com o Prêmio ECO da Amcham na categoria processos. Adicionalmente, o inventário de emissões de gases de efeito estufa da companhia conquistou o Selo Ouro no Programa Brasileiro GHG Protocol.

Expansão planejada

Vale destacar que com os resultados positivos, o Grupo Profarma já planeja expandir sua participação no mercado livre de energia. “Estamos avançando gradualmente na adequação de todos os nossos centros de distribuição para o mercado livre. Temos um cronograma estruturado e um planejamento estratégico para ampliar essa participação de forma segura e eficiente”, revelou a executiva.

Para organizações que consideram uma transição semelhante, Deborah recomenda uma análise detalhada do perfil de consumo e a adoção de uma visão que combine eficiência energética, redução de custos e sustentabilidade. “Essa estratégia integrada gera resultados sólidos e duradouros, tanto para o negócio quanto para o meio ambiente”, concluiu.

Além disso, a experiência do Grupo Profarma ilustra como o mercado livre de energia pode representar uma oportunidade significativa para empresas que buscam otimizar custos operacionais enquanto avançam em suas metas de sustentabilidade, criando valor em múltiplas dimensões do negócio.

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