Em um movimento estratégico que reflete a crescente tendência entre empresas do setor de serviços, o Grupo Alife Nino, que reúne marcas de bares e restaurantes, está registrando uma economia média mensal de R$ 95 mil após migrar parte de suas operações para o mercado livre de energia. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Prime Energy, já contempla 17 unidades em funcionamento no novo modelo. Além dessas, outras três estão em fase final de transição.

O projeto abrange estabelecimentos distribuídos em oito estados brasileiros, entre eles: São Paulo, Distrito Federal, Goiás, Ceará, Pernambuco, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Além disso, o grupo tem aproveitado os benefícios da geração distribuída (GD), contratando energia por assinatura para suas unidades em baixa tensão.

Segundo a assistente de sustentabilidade do Grupo Alife Nino, Amanda Vital, a energia elétrica representa uma importante parcela do custo fixo de estabelecimentos como bares e restaurantes. “Com a Prime Energy, encontramos uma solução capaz de oferecer energia limpa, segura, econômica e eficiente, sem comprometer a qualidade da nossa operação”, disse.

Estratégia híbrida

Contudo, o grupo gastronômico implementou uma estratégia híbrida para maximizar os benefícios. Para unidades em baixa tensão, especificamente, a empresa adotou o modelo de energia por assinatura via geração distribuída. E consequentemente obtendo reduções entre 10% e 20% nas faturas.

Durante o processo de migração para o ACL, algumas unidades também foram temporariamente abastecidas por usinas de GD, enquanto isso, garantindo economia contínua mesmo na fase de transição.  Esta abordagem tem proporcionado não apenas redução de custos, mas também maior previsibilidade financeira, aspecto crucial para negócios com alto consumo energético e funcionamento noturno ou estendido.

Mercado livre em expansão

Entretanto, a decisão do Grupo Alife Nino reflete um movimento mais amplo no mercado brasileiro. Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o mercado livre de energia atingiu  77 mil unidades consumidoras em junho de 2025. Esse recorde impulsionado pela entrada de pequenos e médios consumidores, autorizados a migrar desde janeiro de 2024.

Segundo a diretora de relacionamento da Prime Energy, Bianca Andrade, a entrada do Grupo Alife Nino no mercado livre de energia reforça o potencial do setor gastronômico nesse novo cenário. “Desenvolvemos um projeto sob medida para atender às especificidades do grupo, com foco em economia, segurança regulatória e um atendimento estratégico, totalmente alinhado às suas necessidades e à sua visão de crescimento”, ressaltou.

Expansão contínua

As três unidades ainda em processo de migração, duas em São Paulo e uma em Goiás, devem concluir a transição até o final de 2025. A expectativa é que, com a conclusão total do projeto, os benefícios econômicos sejam ainda mais expressivos.

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