Em um cenário de constantes aumentos nas tarifas de energia elétrica, o setor de postos de combustíveis encontra no mercado livre de energia uma alternativa para reduzir custos operacionais e aumentar a competitividade. Segundo a CEO da Indra Energia, Ingrid dos Santos, os estabelecimentos que já migraram para este modelo registram economia média de 30% nas contas de luz.
“A alta nas tarifas de energia tem pressionado ainda mais as margens operacionais dos postos, que já enfrentam elevados custos fixos. A energia elétrica representa uma parcela relevante das despesas, especialmente em unidades que operam com loja de conveniência, GNV e lava-jato”, explicou a executiva ao CanalEnergia.
Postos podem migrar?
Para acessar o mercado livre, o posto precisa estar conectado à rede em alta tensão e ter um consumo que gere faturas de R$ 8 mil mensais. A recente Portaria nº 50/2022 do Ministério de Minas e Energia facilitou este acesso ao eliminar a exigência de demanda mínima contratada para consumidores do grupo A.
“A expectativa é de forte crescimento nas migrações, especialmente até 2028, quando o mercado será totalmente aberto a todos os consumidores”, destacou Ingrid. Ela menciona a MP 1300/2025, que prevê a possibilidade de abertura do mercado para consumidores em baixa tensão, beneficiando as 90 milhões de unidades consumidoras.
Processo de migração
Segundo Ingrid, o processo de migração leva aproximadamente 180 dias. Incluindo análise de viabilidade, assinatura de termo de adesão, comunicação à distribuidora, adesão à CCEE e instalação de medidor inteligente. Para isso, são necessários documentos da empresa, faturas dos últimos 12 meses e, em alguns casos, adequação do sistema de medição.
“Realizamos uma análise técnica detalhada com base no histórico de consumo, perfil de carga e nas tarifas praticadas pela distribuidora local. A partir disso, simulamos diferentes cenários de contratação no mercado livre para apresentar uma estimativa personalizada de economia”, explicou a CEO.
Benefícios além da economia
Vale destacar que além da redução direta nos custos, os postos que migram para o mercado livre obtêm previsibilidade orçamentária, já que os preços são fixados em contrato. “Contratos de longo prazo tendem a ser mais vantajosos”, ressaltou a executiva.
Outro diferencial competitivo está na possibilidade de utilizar energia de fontes renováveis, como solar, eólica e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). “No mercado livre, as fontes renováveis são chamadas de fontes incentivadas e contam com desconto na TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição)”, explicou Ingrid.
A certificação internacional I-REC, que comprova o consumo de energia renovável, também representa um valor agregado para os postos. “Isso pode significar diferenciação da marca, acesso a programas de ESG, vantagens em licitações e parcerias com empresas que exigem compromisso ambiental”, complementou.
Perspectivas para o setor
De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) citados por Ingrid dos Santos, existem cerca de 40 mil postos de combustíveis no Brasil. Segundo ela, todos potenciais beneficiários da abertura do mercado livre de energia nos próximos anos.
De acordo com a executiva, para os postos que já enfrentam margens apertadas e alta competitividade, a migração para o mercado livre de energia representa não apenas uma estratégia de redução de custos, mas também uma oportunidade de posicionamento sustentável em um mercado cada vez mais consciente das questões ambientais.
Será que a sua empresa já pode migrar para o mercado livre de energia? Vale a pena descobrir e começar a economizar desde já. Clique aqui e confira!
Leia mais:
Você sabia que é possível escolher seu fornecedor de energia?
Mercado livre marca uma nova era no relacionamento com consumidores

