O Fort Atacadista, pertencente ao Grupo Pereira, está acelerando sua migração para o mercado livre de energia. Para isso contratou a Engie. A empresa vem aplicando uma estratégia energética que combina eficiência econômica e responsabilidade ambiental. E assim, vem consolidando um modelo de negócio alinhado às práticas ESG (Environmental, Social and Governance).
Cerca de 91% das unidades da rede de atacarejo já são abastecidas por energia renovável, com 28 usinas fotovoltaicas em operação e planos de expansão para os próximos anos. A adesão ao ambiente de contratação livre não apenas protege a empresa contra as frequentes oscilações de preço no mercado regulado, como também proporciona uma significativa redução na conta de energia elétrica.
Economia e sustentabilidade caminham juntas
A modernização da matriz energética do Fort Atacadista é uma transformação estratégica que impacta diretamente a competitividade da rede varejista. Ao migrar para o mercado livre de energia, a empresa passa a negociar diretamente com geradoras ou comercializadoras de energia, eliminando intermediários e garantindo maior previsibilidade nos custos operacionais.
Segundo gerente nacional de energia e manutenção do Grupo Pereira, Samuel Mutini, a economia média gira em torno de 30% por loja e eles estão avaliando todas as unidades para ampliar o uso da energia solar.
Inovação solar complementa estratégia energética
A migração para o mercado livre de energia tem sido complementada por investimentos significativos em geração própria. A nova unidade do Fort Atacadista em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, exemplifica essa abordagem integrada. A unidade possui cobertura solar no estacionamento. E a loja utiliza o sistema Grid Zero, que consome 100% da energia gerada localmente, sem injetar excedentes na rede da concessionária.
O modelo está sendo considerado para implementação em futuras instalações da rede, consolidando um padrão de operação cada vez mais autossuficiente e sustentável.
Tendência setorial
A estratégia do Fort Atacadista reflete uma tendência crescente no varejo brasileiro. Para acessar o mercado livre de energia, as empresas precisam estar conectadas à rede de média ou alta tensão. Segundo a Engie, os custos de transição são baixos ou praticamente nulos, com retorno do investimento em aproximadamente quatro meses.
Além da economia financeira, que pode alcançar até 40% na conta de luz, o modelo oferece vantagens competitivas como maior controle sobre o consumo energético, rastreabilidade da origem da energia e fortalecimento da imagem corporativa junto a consumidores cada vez mais conscientes sobre questões ambientais.
Descarbonização
A estratégia energética do Fort Atacadista posiciona a empresa em um processo de transição para uma economia de baixo carbono.
A expectativa é que iniciativas como esta se multipliquem nos próximos anos, impulsionadas tanto pela busca por eficiência operacional quanto pelas crescentes exigências regulatórias e de mercado relacionadas à descarbonização. Para a empresa, a transição energética já se traduz em resultados concretos: operações mais eficientes, menor impacto ambiental e um posicionamento diferenciado em um mercado cada vez mais competitivo e consciente.
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