Cemig inaugura usina solar com sistema de armazenamento de 1 MW

Instalação possui a maior capacidade de acúmulo de energia do país; Investimento foi de R$ 22,7 milhões, sendo R$ 5,2 milhões arcados pela Alsol Energia Renováveis, parceira no projeto

A primeira usina fotovoltaica com capacidade de armazenamento de 1 MW está sendo inaugurada pela Cemig e a Alsol em Uberlândia. O valor total do investimento é de R$ 22,7 milhões, sendo R$ 17,5 milhões aplicados pela concessionária e R$ 5,2 milhões por uma empresa parceira no projeto, a Alsol Energia Renováveis, do Grupo Algar. As empresas combinaram o armazenamento de energia e geração distribuída com a instalação de uma planta fotovoltaica de 300 kWp (quilowatt-pico), além do sistema de armazenamento de 1 MW.

A usina é composta por 1.152 placas solares, com potencial de geração de aproximadamente 480 mil kWh/ano, energia suficiente para atender pelo menos 250 residências com consumo médio de 150 kWh/mês, por um ano. Além deste protótipo, serão instalados ainda outros seis armazenadores de energia em parceria com a Universidade Federal da Paraíba e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte.

Antes desse projeto, todas as unidades desta modalidade em funcionamento no país forneciam energia para a rede apenas durante o dia, suspendendo o fornecimento no momento em que o sistema é mais demandado. Com a nova UFV, essa lógica será invertida, já que ela mescla o envio da energia para rede e o armazenamento ao longo do dia com a presença do sol. A partir das 18h, a tecnologia permite que seja injetado na rede seu potencial de 1 MW por até três horas.

De acordo com o diretor de Relações Institucionais e Comunicação da Cemig, Thiago de Azevedo Camargo, o projeto representa a constante busca da distribuidora por inovação e traz avanços ao setor elétrico.

“Uma das finalidades da usina é o desenvolvimento de um novo modelo de negócio, a partir de plantas híbridas que combinam geração fotovoltaica e sistemas de armazenamentos em unidades consumidoras, o que garante a qualidade da distribuição de energia, especialmente em horários de maior demanda”, explicou.

Ainda segundo Camargo, os índices de fornecimento de energia serão qualificados, “aumentando a rentabilidade da empresa, já que menos desligamentos devem ocorrer. Há também a expectativa de redução de perdas em alimentadores e transformadores durante o horário de pico, o que influencia a qualidade do serviço”, apontou.