Sertão pernambucano vai receber usina solar de R$ 120 milhões

Enercom Renováveis emplacou projeto fotovoltaico de 30 MW a ser implementado a 600 Km da capital Recife e que deve gerar 500 empregos diretos

Única empresa a conseguir emplacar um projeto de geração de energia para o estado de Pernambuco no último leilão nacional do setor, considerado por muitos como o mais disputado da história, a Enercom Renováveis está com a Usina Solar Luiz Gonzaga II em fase de instalação no município de Terra Nova, 600 Km de Recife, e que compreenderá 30 MWp de potência em uma extensão de 100 hectares.

Segundo números da Aneel, o uso de energia solar no país registrou aumento superior a 500% em pouco mais de dois anos. O levantamento também mostra que a instalação de painéis para a captação saltou de 7,4 mil para mais de 50 mil unidades. O cenário promissor é uma realidade em Pernambuco, considerado um dos principais polos do segmento. Esse tipo de produção também representa redução de custos ao consumidor, sendo essa grande aposta da Enercom, que embora seja sediada em Recife, possui atuação no cenário nacional e iniciativas que superam a marca de 2 GW.

Segundo Manoel Lira, um dos diretores da companhia, o alto custo da energia elétrica no país e os preços mais competitivos dos equipamentos explicam o aumento da procura por fontes limpas e sustentáveis. “O consumidor consegue ter a liberdade no processo de escolha, adquirindo o controle efetivo das despesas. Além disso, vale ressaltar a preocupação com o meio ambiente e a garantia de um investimento durável”, ressalta, lembrando que os painéis contam com baixa manutenção e um amplo tempo de vida útil.

As novas operações sinalizam investimentos na ordem de R$ 120 milhões, além da criação de cerca de 500 empregos diretos e outras dezenas de indiretos, beneficiando o Sertão pernambucano. A empresa, que já detém o Parque Solar Salgueiro, com 112 MWp e aporte de R$ 360 milhões, instalado no mesmo município, segue com foco na ampliação no mercado solar e eólico. A previsão de início da geração assinala o fim do primeiro semestre de 2020. “O cenário já está consolidado para os próximos leilões, concorrendo nos segmentos de mercado livre e regulado”, reforça o sócio Gustavo Perazzo.

Crescimento e áreas de atuação

O grupo surgiu em meados de 2013 e em apenas dois anos já havia dobrado a sua carteira de clientes e potencial energético. Ao todo, os aportes no Estado assinalam R$ 480 milhões, mostrando um cenário promissor em que as renováveis devem prosperar ainda mais no Brasil, acompanhando o ritmo do crescimento econômico. A projeção para os próximos 20 anos é de que cerca de 50% da energia do país virá de fontes limpas. Conforme estudo de mercado global da companhia de petróleo britânica BP, o consumo geral energético no país deve crescer em 60%, acelerando a corrida por outras origens de recursos.

Integrando o time da empresa estão profissionais de diversas áreas, com experiências em gestão e estruturação corporativa, focados também no planejamento estratégico e análise de viabilidade econômica e financeira para novos projetos. A expertise passa pela prospecção, avaliação, desenvolvimento e implantação de centrais de geração. O diferencial está na responsabilidade ambiental, sendo uma fonte renovável, sem o lançamento de substâncias poluentes no ecossistema.

A Enercom também conta com a Livre Comercializadora, negócio voltado a operações estruturadas de compra e venda de energia. A finalidade é oferecer a escolha ampla e aberta para preços, indexação e prazos para a potência adquirida. A opção assegura, entre outros pontos, a previsibilidade de custos e a rentabilidade nos negócios.