Prévia indica queda de 8,3 pontos na arrecadação da Light em abril

Distribuidora reforçou caixa em R$1 bilhão para enfrentar crise

Em medição preliminar e ainda não auditada, a Light mostrou uma queda na arrecadação de 8,3 pontos percentuais em abril. A carga fio de 2.632 GW mostrou uma queda de 20,1% em relação a abril de 2019. O mercado faturado, com 1.996 GWh, recuou 15%. De acordo com a presidente da Light, Ana Marta Horta, o alto grau de bancarização nos pagamentos da distribuidora faz com que o impacto seja proporcionalmente menor. Em teleconferência realizada com analistas de mercado nesta sexta-feira, 8 de maio, a executiva revelou que as conversas com o governo se intensificaram, o que traz a expectativa para a próxima semana da divulgação do mecanismo da conta-covid, que deve aliviar o caixa das concessionárias. A executiva considerou positiva o subsídio ao pagamento das contas dos consumidores de baixa renda, que são cerca de 10% da Light. Ela acredita que em um segundo momento as distribuidoras poderão solicitar revisão extraordinária para sanar eventuais desequilíbrios remanescente.

Para aumentar a liquidez da distribuidora frente ao cenário de crise com a Pandemia de Covid-19, a Light (RJ) reforçou seu caixa em R$ 1 bilhão, por meio de uma captação de R$ 400 milhões em debêntures emitidos em abril deste ano, mais R$ 500 milhões em um mútuo da Light Energia em maio, além da decisão de não distribuir os dividendos de 2019. A distribuidora recebeu ainda R$ 105 milhões de fundo setoriais em abril.

Com o índice de qualidade DEC de 6,96 horas em março, a Light (RJ) conseguiu pela primeira vez em 15 anos ter um resultado abaixo de sete horas, ficando abaixo do limite regulatório de 8,14 horas, segundo o diretor de finanças, Roberto Barroso. O DEC mede a duração das interrupções no fornecimento. E revelou que o FEC de 4,27 vezes da concessionária do Rio de Janeiro também ficou abaixo do limite do regulador de 5,43 vezes.

A distribuidora teve redução de 0,6 ponto percentual na carga fio ao fim do primeiro trimestre deste ano, ficando ainda 6,24 pontos acima do patamar regulatório, de 19,2%. Nas perdas não técnicas na baixa tensão, houve uma redução de quase dois pontos no trimestre, ficando em 50,25%. Segundo o executivo, embora a alteração na queda de perdas nas áreas de risco não venha sendo grande, nas chamadas áreas possíveis ela acontece a cada trimestre, alcançando o melhor resultado, desde que começou a ser verificado, de 2.595 GWh e uma queda de quase 500 GWh em relação ao trimestre anterior.