Energia ajuda a reduzir IPCA-15 de maio

Item foi o que mais teve impacto para reduzir o grupo Habitação no cálculo do indicador que é a prévia da inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) que é considerado uma prévia da inflação, medida pelo IPCA, teve variação negativa de 0,59% em maio contra queda de 0,01% em abril. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, essa foi a menor variação mensal desde o início do Plano Real, em 1994. Energia elétrica apresentou queda de 0,72% e foi o item que mais puxou para baixo o grupo Habitação que por sua vez encerrou com queda de 0,27%, impactando o cálculo em menos 0,03 ponto porcentual.
Em maio, apontou o IBGE, a bandeira tarifária verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz, foi mantida pelo quarto mês consecutivo. As áreas variaram entre a redução de 2,95% da região metropolitana de Fortaleza e a alta de 2,95% da RM de Goiânia.
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,35% e, em 12 meses, de 1,96%, abaixo dos 2,92% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2019, a taxa foi de 0,35%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco apresentaram deflação até meados de maio. O segmento de Transportes registrou a menor variação com redução de 3,15% e o impacto negativo mais intenso no índice do mês com 0,63 p.p. de queda. Logo depois veio o grupo Habitação.
Todas as 11 regiões pesquisadas apresentaram deflação em maio. O maior índice foi na região metropolitana de Fortaleza (-0,23%), principalmente com a alta de alguns itens alimentícios, como a cebola (43,87%) e as carnes (2,94%). Já o menor resultado foi na região metropolitana de Curitiba (-1,12%), com o recuo nos preços dos combustíveis (-10,86%), especialmente da gasolina (-10,35%), e das passagens aéreas (-24,48%).