Reajustes de Copel e Cocel refletem efeitos da Conta Covid

Processo tarifário das distribuidoras foi aprovado pela Aneel nesta quinta-feira, 25

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou nesta quinta-feira (25) os reajustes tarifários das distribuidoras paranaenses Copel Distribuição e Companhia Campolarguense de Energia Elétrica, os primeiros após a aprovação das regras de contratação da Conta Covid. Para a Copel, foi autorizado aumento médio de 0,41% e para a Cocel de 0,58%.

As duas empresas serão também as primeiras a reverter para a modicidade tarifária os valores da Conta Covid destinados à cobertura de componentes financeiros da CVA em processamento. Para os consumidores da Copel, o reajuste terá efeito médio de 1,13% na alta tensão e de 0,05% na baixa tensão.

O item de maior peso no reajuste da distribuidora foi a compra de energia, que representou 5,55% no índice total. Ela foi afetada pela variação cambial, que aumentou em 40% o preço da energia de Itaipu.

Os encargos setoriais ficaram em 0,68%, o custo de transmissão em 1,60% e a parcela de distribuição em 0,79%. Foram incluídos ainda 1,81% em componentes financeiros, já considerando o abatimento de R$ 536,4 milhões (5,35%) que a empresa vai receber da Conta Covid no período. Outros 10% em custos financeiros do últimos 12 meses foram retirados da tarifa.

A Copel D atende cerca de 4,7 milhões de unidades consumidoras em 394 municípios do Paraná com 11 milhões de habitantes, e tem faturamento anual da ordem de R$ 10 bilhões.

Cocel

A reversão de valores da Conta Covid no processo tarifário da Cocel vai representar uma redução de R$ 2,665 milhões no valor a ser pago pelos consumidores até o próximo reajuste, evitando que a tarifa média subisse 4,11% em 2020. Consumidores em alta tensão terão na média uma redução de tarifas de 0,50%, enquanto para os de baixa tensão será aplicado aumento de 1,16%.

A empresa também foi afetada por um aumento 37,4% na energia de Itaipu, que fez com que os gastos com compra de energia representassem 8,15% do reajuste. Encargos setoriais tiveram participação de 0,16%, custos de transmissão de 2,43%, distribuição de -0,36% e componentes financeiros 1,09%, já considerando a entrada de recursos. Foram retirados também 10,88% que estavam na tarifa dos últimos 12 meses.

A Cocel atende 52,4 mil unidades consumidoras (132 mil habitantes) na cidade de Campo Largo e tem receita anual de R$ 100 milhões.