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O governo vai lançar um programa de substituição de geração de energia a óleo em 180 sistemas isolados da região Norte por projetos de geração solar e usinas a biodiesel. A meta é ter apenas 40% da Amazônia com energia a partir de combustíveis fósseis até 2026, reduzindo esse percentual para 20% até 2030, informou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante evento em Portugal nesta segunda-feira, 26 de junho.

Silveira classificou a iniciativa como “o maior programa de descarbonização do planeta”, lembrando que a geração térmica fóssil nos sistemas isolados representam R$ 12 bilhões no orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético de 2023, que é de R$ 35 bilhões. Durante o Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico, promovido pelo CanalEnergia/Informa Markets, ele tinha mencionado o projeto, sem dar maiores detalhes.

O ministro vai participar, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da inauguração da linha de transmissão Manaus-Parintins (AM). O empreendimento vai economizar R$ 490 milhões para o consumidor de energia brasileiro, ao substituir térmicas a óleo na região.

Nessa viagem, além da inauguração da linha, o governo incluiu na agenda o lançamento do programa de substituição de térmicas a óleo e a cerimônia de assinatura da ordem de serviço para a implantação da linha Manaus-Boa Vista, que vai conectar Roraima ao Sistema Interligado Nacional.

O ministro também mencionou com parte do pacote de medidas o retorno da importação de energia de Guri, na Venezuela, para abastecer a capital Boa Vista. “Hoje, das três usinas que fornecem energia ao estado uma é a óleo diesel e duas a gás. Com a interligação, vai servir para o Brasil mais do que o suprimento para Roraima”, disse.

Silveira repetiu que o Brasil tem todas as qualidades para ser o grande protagonista da transição energética no mundo. Citou como um exemplo disso o primeiro leilão de transmissão de 2023, marcado para a próxima sexta-feira, 30, na sede da B3, em São Paulo.

Disse que é o maior leilão de linhas já feito no pais, com R$ 16 bilhões de investimentos, e que o governo planeja realizar outros certames até março do ano que vem, para atingir R$60 bilhões de investimentos em linhas de transmissão. A construção dessas novas linhas, segundo ele, vai destravar mais de R$ 200 bilhões de investimentos em energia limpa e renovável, em especial eólica e solar no norte de Minas Gerais e na região Nordeste.