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A Comerc Energia e a Vibra lançaram sua mesa de operações de créditos de carbono no Brasil. A iniciativa adiciona mais uma solução de descarbonização à sua plataforma, agora por meio da aquisição de créditos de carbono e I-RECs gerados por projetos sustentáveis. Também fará parte da solução o uso de sua expertise para atuar de forma consultiva, trazendo informação aos clientes sobre o mercado de carbono durante a jornada de cada consumidor. De acordo com o CEO do Grupo Comerc Energia, Andre Dorf, esse é mais um produto alinhado com as macros tendências. “Temos acompanhado várias discussões sobre o assunto”, disse.

” O setor elétrico está se reinventando e estamos dando um passo importante para reafirmar Comerc e Vibra como protagonistas na transição energética no Brasil. No segundo semestre do ano passado lançamos a Comerc Impacta e agora se completa com a oferta de créditos de carbono para a compensação de emissões. Passaremos a oferecer esta opção a partir de nossa própria mesa de operações”, explicou o CEO.

O lançamento desta iniciativa está em linha com os objetivos traçados pela parceria entre Comerc e Vibra, que visa viabilizar cada vez mais alternativas para as empresas poderem neutralizar suas emissões de gases do efeito estufa e acelerar a descarbonização e transição energética do Brasil. Um de seus grandes diferenciais está no fato de que, além de ser aberta a não clientes, a mesa também tem um grande potencial de atrair os atuais clientes de ambas as empresas.

Já para o CEO da Vibra Energia, Ernesto Pousada, o Brasil vai passar pela transição energética e esse e o momento do país se posicionar a frente. “Essa iniciativa em conjunto com a Comerc transformou a Vibra numa plataforma multi-energia e a descarbonização é uma oportunidade única para transformação energética. Cerca de R$ 4 bilhões já foram investidos no nosso crescimento de transição energética”, ressaltou. Segundo ele, o Brasil tem um potencial enorme nesse negócio.

A mesa de operações de créditos de carbono vem ao encontro dos produtos que a Comerc vem desenvolvendo e ela irá complementar os processors que os clientes não conseguem para reduzir as suas emissões. A empresa acredita que o mercado voluntário irá se expandir e todas as empresas precisam demonstrar esses responsabilidade ambiental, com as reduções e compensações.

Com isso, a mesa irá oferecer a compra e venda de créditos de carbono e I-REC, irá auxiliar os serviços aos geradores de energia renovável em projetos de carbono e terá uma sinergia com a mesa de energia. E vale destacar que a Comerc adotará o carbono core principles para qualificação dos projetos.

Além da comercialização, a Comerc auxiliará empresas de geração de energia renovável na elaboração dos seus projetos de carbono, cadastramento nos organismos internacionais e futura comercialização desses créditos gerados.

O CEO da Comerc Energia, André Dorf, está otimista com esse mercado e vê ele evoluindo a cada dia. “Nossa mesa vai atuar aqui no país e não teremos times de prospecção fora do Brasil”, destacou. Ele ainda declarou que essa é uma linha de negócio e espera ter bons retornos com esse trading de mercado de carbono, porém não será um produto para atrair clientes, com viés de marketing.

Mercado brasileiro de créditos de carbono

Existem dois tipos de mercado de carbono: voluntário e regulado. No mercado voluntário, em vigor no Brasil, as empresas adquirem créditos de carbono de forma espontânea, motivadas por razões reputacionais ou estratégicas para cumprir metas sustentáveis. Já o mercado regulado, responsável pela maior parte das transações globais, divide-se em “cap and trade”, no qual o governo estabelece metas de emissões a serem compensadas por setores da economia, e “carbon tax”, onde taxa-se segmentos da economia e, para reduzir ou zerar essas taxas, as empresas têm de comprovar investimentos em projetos pré-estabelecidos pelo governo.

Segundo o diretor de comercialização de energia e carbono da Comerc, Thiago Natacci, já existem três iniciativas no congresso nacional com relação ao mercado voluntário. “O governo também prepara um projeto de lei do executivo”.