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A geração distribuída solar ajuda a reduzir custos para todos os consumidores de energia elétrica no País em R$ 84,9 bilhões até 2031. Essa é a conclusão de um estudo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), desenvolvido pela Volt Robotics para calcular os custos e benefícios segundo estabelece a lei 14.300/ 2022, que estabeleceu o marco regulatório da modalidade. Os benefícios líquidos equivalem a um valor médio de R$ 403,9 por megawatt-hora (MWh) na estrutura do sistema elétrico nacional, ante a uma tarifa média residencial de R$ 729 por MWh, valor este calculado pela Aneel para 2023.

O prazo dado pela lei 14.300/2022 para o cálculo dos custos e benefícios da micro e minigeração distribuída está chegando perto do fim. De acordo com a regulação, o CNPE deveria apresentar as diretrizes para a valoração em seis meses após a lei de 6 de janeiro e a Aneel mais 18 meses para a realização dos cálculos que deveriam ser conhecidos no início de janeiro de 2024. Mas ainda não se tem nem a parte que compete ao CNPE estabelecida.

 

 

 

 

 

 

 

 

Benefícios calculados pela Volt Robotics no estudo para a Absolar por dimensão avaliada

Foram aplicadas sete dimensões de avaliação: Energia, Encargos, Risco Financeiro, Perdas, Segurança Energética, Meio Ambiente e Socioeconômica, com análises qualitativas e qualitativas, subdividida em mais de duas dezenas de variáveis. E os cálculos foram feitos com base no cenário oficial de crescimento projetado para a GD no Plano Decenal de Energia 2031 (PDE 2031). Segundo essa publicação, o cenário indica que a GD alcançará ao final desse período 37.219 MW de potência instalada.

Em dez das principais variáveis avaliadas para calcular os custos e benefícios da modalidade, sete ficaram com saldo positivo. A maior delas foi a dimensão de energia (operação e expansão do sistema elétrico), com total de R$ 70,3 bilhões em benefícios.

Por outro lado, apenas três apresentaram saldo negativo, como energia de reserva, risco hidrológico e sobrecontratação, com déficit acumulado de menos de R$ 4,3 bilhões. Foram avaliados operação, expansão da geração, transmissão e distribuição, energia de reserva, encargos de serviços, risco hidrológico, sobrecontratação, variação cambial e de preço de combustível e perdas em distribuição e em transmissão.

Sem a GD adicional, diz o estudo, a expansão da geração centralizada seria maior em cerca de 12 GW, conforme o quadro abaixo elaborado pela consultoria.

 

 

 

 

 

 

 

 

O estudo aponta que o custo da geração térmica com a GD no sistema reduziria em 28% no caso da participação solar fosse de 15%. Cairia de R$158 milhões em um cenário sem a fonte solar para R$ 113,5 milhões no cenário de sensibilidade mais elevado estudado. Com a geração, diz haveria a redução de custo de geração de UTEs, a redução de necessidade de expansão de geração e de transmissão, bem como o risco de exposição aos preços do combustível e perdas na rede. Além disso, aponta que a GD correspondeu a um alívio de 10% da carga no Brasil.

Uma análise de caso, tomando a crise hídrica de 2021 apontou que o custo da seca sem a GD seria 48,6% mais elevado. O salto projetado seria de R$ 28 bilhões para R$ 41,6 bilhões. Essa diferença será verificada caso os 1.368 MW médios da GD fossem supridos pela produção térmica que passaria de 15.948 MW médios para 17.316 MW médios, segundo a simulação feita.

Esses dados foram apresentados pela entidade e a Volt na última sexta-feira à Aneel. Em seu comunicado, a associação lembra que “o trabalho concluiu que os benefícios do crescimento da geração própria solar na matriz elétrica brasileira superam, em muito, os custos, trazendo relevantes ganhos líquidos para os consumidores e a sociedade”.

E diz que “a reunião buscou sensibilizar as equipes técnicas e especialistas da Aneel, para que os cálculos sejam realizados de forma completa, justa e transparente, bem como para que sejam finalizados com agilidade, dada sua importância para o mercado”.

Recentemente a GD ultrapassou a marca de 24 GW de potência instalada. São mais de 3,1 milhões de unidades consumidoras atendidas, segundo mapeamento da Absolar. O país possui mais de 2,1 milhões de sistemas solares fotovoltaicos instalados. Desde 2012, calcula a entidade, foram cerca de R$ 121 bilhões em novos investimentos, que geraram mais de 720,7 mil empregos acumulados no período, espalhados em todas as regiões do Brasil, e representam uma arrecadação aos cofres públicos de R$ 30,8 bilhões. A tecnologia fotovoltaica já está presente em 5.539 municípios e em todos os estados brasileiros.