A revisão tarifária periódica da Equatorial Alagoas terá um efeito médio negativo para os consumidores em 3,49%. O valor foi definido em reunião realizada pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica nesta terça-feira, 30 de abril. Na alta tensão, o impacto do reajuste será negativo em 11,8%, enquanto na baixa tensão, o recuo será de 0,26%. A nova tarifa passa a valer a partir do dia 3 de maio.

De acordo com a agência, dentre os fatores que impactaram na revisão, o destaque ficou com a retirada dos componentes financeiros estabelecidos no último processo tarifário, que contribuíram significativamente para a redução tarifária do atual processo.

Durante a reunião, o representante da distribuidora, Tibúrcio Leonel, apresentou as melhorias feitas pela Equatorial nos últimos cinco anos, quando a distribuidora foi privatizada. Foram R$ 1,8 bilhão em melhorias e extensão de rede. Segundo ele, caso a empresa não fosse assumida por um novo investidor, o litoral Norte entraria em colapso.

Os 248 MW ampliados equivalem a 60% da capital Maceió. Em cinco anos, foram 8 novas subestações, 22 trafos, 23 subestações retrofitadas e 2.100 quilômetros de rede. O DEC da distribuidora, que estava em 63 horas, caiu 74%, indo para 16,3 horas, mas ainda fora do limite regulatório. Já o FEC era de 16 vezes e caiu para 6, redução de 63%. As perdas, que registravam 26%, hoje são de 18,47%. Foram inseridos na tarifa social 331 mil consumidores.

Carlindo Filho, do conselho dos consumidores da concessionária, concordou com as melhorias feitas, mas salientou que a tarifa praticada é alta na comparação com outras e que Alagoas é uma concessão complexa, por ser um estado com baixos índices de desenvolvimento. Filho também chamou a atenção para a disparidade da qualidade do serviço em determinadas áreas dentro da mesma concessão. Todos pagam a mesma tarifa, porém tem qualidade de serviço diferente.

Na votação, o diretor Ricardo Tili reforçou que o modelo tarifário injusto brasileiro e que a renovação das concessões é um bom momento para se discutir isso. Para o diretor geral Sandoval Feitosa, os números mostram o acerto que foi a privatização da antiga Ceal. O relator Helvio Guerra reforçou que a qualidade está na pauta da agência e é um tema que deverá ser abordado.