O Brasil atualmente é o centro de energia renovável e um destaque global por sua matriz elétrica predominantemente limpa. O desenvolvimento do mercado fotovoltaico é uma das razões pelas quais o país atrai investimentos de países estrangeiros. Para David Taff, da Siemens, os países que ganham destaque são África do Sul, China e Índia, porém o Brasil sai na frente entre eles pelo fato da China ter um mercado complexo para investidores internacionais e cheio de regras e o Brasil possui uma democracia que funciona e um mercado grande. “Além disso, aqui não tem guerras e nem problemas com fronteiras e isso faz ele se sobressair frente aos outros. E nesse contexto é o lugar necessário para investir e é o mercado que mais cresce no quesito solar no mundo”, disse.

Ele ainda destacou durante o Greener Summit 2024, realizado nesta terça-feira, 07 de maio, em São Paulo, que o Brasil é um país que se parece com Estados Unidos e Europa. “Porém as pessoas acham que aqui tudo é fácil de entender, porém é muito diferente. Existe um papel de traduzir os riscos Brasil, confusões tributarias, surpresas políticas e regulatórias. E esse é um processo muito importante e não pode ser deixado de lado”, ressaltou.

Já para Ty Eldrigde, da Brasol, apesar do Brasil ter o custo de energia alta, os recursos solares são sensacionais e tem um mercado de capitais sofisticado. “Ele tem todos os elementos para dar sucesso a solar”, ressaltou. Ele ainda destacou que está claro que o país tem um alto retorno, porém ele enxerga os riscos aqui dentro como obstáculos. “O problema é como criar uma empresa com protocolos e riscos inerentes a construção. Precisamos saber todos os fatores e dar tranquilidade ao investidor estrangeiro e equilibrar os riscos”, explicou.

David Taff ainda citou que apesar de ver um crescimento enorme em GD, a transição energética ainda não acabou no Brasil e ele acredita que ainda vai ter uma inserção enorme de baterias no mercado. “Eu acho que ainda vão surgir muitos negócios na área de consumo, redução de demanda por energia, fora o tipo de negócios que ainda vão discutir e que vão precisar de software de inteligência artificial para poder fazer o vínculo entre geração, consumo, armazenamento, mercado livre de energia. Todas essas ferramentas poderão entregar para o cliente uma redução de consumo de energia e pegada de carbono”, explicou. O executivo ainda declarou que isso vai acontecer durante os próximos 5 ou 10 anos e que esta muito animado para ver o que vem pela frente.