Leilão A-3 negocia 314,3 MWmed ao preço médio de R$ 188,87/MWh

Foram viabilizados projetos que somam 669,5 MW de capacidade instalada e o giro financeiro é de R$ 10,955 bilhões

Após uma disputa de quase duas horas chegou ao fim o 22º leilão de energia nova A-3 que negociou um total de 314,3 MW médios de energia que viabilizou a adição de 669,5 MW em capacidade instalada e 331,97 MW médios de garantia física. O preço médio geral do certame ficou em R$ 188,87/MWh. O volume de energia negociado corresponde a um giro financeiro de R$ 10,955 bilhões.

O produto por quantidade da fonte PCH viabilizou sete projetos dentre os 17 habilitados. O preço médio do produto quantidade ficou em R$ 205,01/MWh, deságio de 5,08% sobre o preço teto de R$ 216/MWh. Esses projetos estão localizados no estado de Minas Gerais com 4 empreendimentos e mais um no Rio Grande do Sul e dois em Santa Catarina, somando 66,1 MW em capacidade instalada.

O preço médio para o disponibilidade térmica alcançou R$ 212,75/MWh deságio de 2,41% sobre o preço teto de R$ 218/MWh. Foram contratados três projetos sendo um a gás natural na Bahia com 28 MW de capacidade instalada, um a bagaço de cana  no estado de São Paulo e outro a casca de arroz no Rio Grande do Sul. A capacidade instalada que se soma com esses projetos é de 64,5 MW.

Já as eólicas que tiveram 338 projetos habilitados viu serem viabilizados apenas 19 empreendimentos. O preço médio da fonte ficou em R$ 181,14/MWh, um deságio de 1,55% ante seu preço teto de R$ 184/MWh. Desses projetos viabilizados 12 estão no Piauí e Ceará. Há ainda outros sete parques no Maranhão. A capacidade instalada de eólicas adicionada ficou em 538,8 MW sendo 252,1 MW médios de garantia física.

Fecharam contratos de compra de energia 28 distribuidoras. As maiores compradoras foram a Light com 16,64% do total negociado, seguida pela Copel com 14,43% e a Celesc com 9,15% de toda a demanda contratada.