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Uma análise preliminar apresentada pelo Operador Nacional do Sistema sobre o apagão do dia 15 de agosto aponta para sinais de que as fontes de geração próximas à linha de transmissão que iniciou o evento não tiveram o desempenho esperado em relação ao controle de tensão, desencadeando os desligamentos seguintes. O incidente teve origem com a queda da linha de transmissão Quixadá-Fortaleza, da Chesf,  e interrompeu mais de 22 mil MW de energia em 25 estados do país e no Distrito Federal, segundo o ONS.

Em nota divulgada na noite da última sexta-feira, 25, o operador informou que “a linha de investigação mais consistente aponta esse desempenho abaixo do esperado como um segundo evento que desencadeou todo o processo de desligamentos que aconteceram em seguida.”

A conclusão tinha sido apresentada durante a tarde, na primeira reunião com agentes e órgãos do setor elétrico para a elaboração do Relatório de Análise de Perturbação, que deverá ser divulgado em 45 dias. Participaram do encontro online mais de 1.000 profissionais.

Na reunião, foram feitas avaliações mais aprofundadas sobre o que aconteceu após a queda de linha, que foi considerada o evento zero da ocorrência. Informações divulgadas logo após o apagão pelo próprio ONS mostravam que o desligamento da linha em consequência da não atuação do sistema de proteção não seria, por si só, capaz de propagar os impactos por todo o Sistema Interligado.

Em entrevista na semana passada à Agência CanalEnergia, o diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, disse que o relatório será o mais importante da história do operador até agora. As expectativas de Ciocchi são de que as apurações possam, eventualmente, levar a resultados que representariam uma quebra de paradigma no setor elétrico.

Simulações

O operador não tinha conseguido reproduzir a ocorrência a partir de dados inseridos no sistema pelos geradores na entrada em operação das usinas. Nos testes com esses parâmetros, não foi observada redução de tensão.

A simulação do evento somente foi possível com as informações recebidas dos agentes após o desligamento. Foi feita então uma análise minuciosa da sequência de eventos, testando diferentes cenários para se chegar a uma conclusão. O ONS reforçou, no entanto, que o problema não tem relação direta com o tipo de fonte geradora.

A instituição declarou que, diante da complexidade do evento, continua o trabalho de aprofundamento das análises. Na próxima reunião do RAP, prevista para 1º de setembro, a discussão será sobre a atuação do Esquema Regional de Alívio de Carga. O Erac foi acionado para mitigar os efeitos da ocorrência, com cortes no fornecimento de energia no Sul e Sudeste/Centro-Oeste.