Aneel nega alteração em cronograma de eólicas da Renova viabilizadas no LER de 2013

Agência não reconheceu excludente de responsabilidade, o que pode resultar em punição por atraso nas obras

Um pedido da Renova Energia de alteração do cronograma de implantação das geradoras eólicas Abil, Acácia, Angico, Folha de Serra, Jabuticaba, Jacarandá do Cerrado, Taboquinha, Tabua e Vaqueta foi negado pela Agência Nacional de Energia Elétrica. A geradora solicitou que a data de entrada em operação comercial dos empreendimentos fosse deslocada de 1º de setembro de 2015 para 30 de dezembro de 2016. As usinas  ficarão localizadas nos municípios de Caetité, Igaporã e Licínio de Almeida, na Bahia. Todas têm contrato de energia negociados no leilão de reserva de 2013.

A Renova pediu o reconhecimento de excludente de responsabilidade e alegou que o descumprimento do cronograma foi causado por uma série de entraves, como a demora na montagem eletromecânica dos aerogeradores em razão de problemas no fornecimento de componentes; a liberação de financiamento para a importação das pás dos aerogeradores, e à demora no licenciamento ambiental das obras de conexão da subestações Pindaí II e Igaporã III, em 230 kV. Para a Aneel, essas situações são parte do risco do negócio e podem ser mitigadas com uma gestão eficaz. Com isso, a empresa está sujeita a penalidades por atraso. A Aneel considera possível, no entanto, o cumprimento do prazo de conclusão das obras até dezembro.