Olá, esse é um conteúdo exclusivo destinado aos nossos assinantes
Para continuar tendo acesso a todos os nossos conteúdos, escolha um dos nossos planos e assine!
Redação
de R$ 47,60
R$
21
,90
Mensais
Notícias abertas CanalEnergia
Newsletter Volts
Notícias fechadas CanalEnergia
Podcast CanalEnergia
Reportagens especiais
Artigos de especialistas
+ Acesso a 5 conteúdos exclusivos do plano PROFISSIONAL por mês
Profissional
R$
82
,70
Mensais
Acesso ILIMITADO a todo conteúdo do CANALENERGIA
Jornalismo, serviço e monitoramento de informações para profissionais exigentes!

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou na ultima quinta-feira, 28 de setembro, da inauguração do Centro de Hidrogênio Verde no campus da Universidade Federal de Itajubá (MG). A instalação de pesquisa recebeu investimento de cerca de R$ 25 milhões do governo alemão e vai abrigar laboratórios, uma unidade de produção de hidrogênio em 2024, além de uma estação de abastecimento de veículos.

Silveira disse em entrevista após o evento que o governo vai enviar o projeto do marco regulatório de hidrogênio verde até dezembro desse ano no Congresso Nacional. “Nós estamos sendo vanguardistas nessa legislação”, disse o ministro.

O programa do hidrogênio inclui 65 ações concretas para tirar a estratégia do papel. Mesmo sem uma legislação aprovada, os projetos  de hidrogênio de baixo carbono já anunciados no país somam quase US$ 30 bilhões em investimentos.

O ministro vê na iniciativa  da universidade uma alternativa econômica de utilização da energia fotovoltaica gerada no Norte de Minas e nos vales do Mucuri e do Jequitinhonha para a produção do energético. O objetivo final é descarbonizar indústrias como a siderúrgica, mas também gerar energia e amônia para produção de fertilizantes nitrogenados.

“Minas se tornou nos últimos anos um estado quase que exclusivamente extrativista. A nossa indústria é pouco pujante para necessidade de desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda de um estado com a dimensão que tem Minas Gerais. E a transição energética é uma grande oportunidade de uma nova economia”, disse Silveira que é natural daquele estado.

O empreendimento é uma parceria da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão de Itajubá (Fapepe) da Unifei e do projeto H2Brasil, que integra a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável.

Como vai funcionar o Centro de Hidrogênio Verde (CH2V):

As instalações serão abastecidas exclusivamente por painéis fotovoltaicos e vão abrigar laboratórios para pesquisas por empresas e instituições, considerando as diferentes aplicações. O H2 será incluído como disciplina nos currículos dos cursos de graduação, pós-graduação e especialização. Em uma segunda etapa, em 2024, será implantada uma unidade de produção de hidrogênio e uma estação de abastecimento de veículos elétricos, composta por um eletrolisador tipo PEM de 300kW de potência, vasos de armazenamento, dispensador de abastecimento e uma célula a combustível. Além disso, o centro também vai realizar o controle, medição, proteção e segurança da produção, além de analisar questões de logística e do uso final do energético.