CCEE revisa estimativa do fator de ajuste do MRE médio para 91,7%

Novo indicador é 0,5 ponto porcentual pior do que se esperava nas projeções do mês passado

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica revisou para baixo o nível médio do fator de ajuste do MRE para o ano de 2016. O indicador de 92,2% previsto no mês passado para 91,7% da garantia física sazonalizada, já considerando a modulação de carga nos finais de semana. Assim como apontado em março, não há previsão de geração de energia secundária até o final de dezembro, sendo que o volume de produção mais próximo da GF sazonalizada no ano deverá ser registrada justamente em abril quando o fator de ajuste deverá ficar em 97,5%. Contudo, a projeção do MRE para fins de repactuação de risco hidrológico, cuja alocação da GF é flat ao longo do ano, apresentou energia secundária em março. Foi reportado um fator de 100,5%, mas a tendência é de que a curva volte a ficar abaixo dos 100% até o final de dezembro.

A projeção de ESS para este ano apresentou nova queda ante o estimado pela CCEE no InfoPLD do mês de março. Caiu de R$ 2,120 bilhões para R$ 1,947 bilhão, sendo que o valor mais expressivo deverá se verificar ainda este mês com R$ 199 milhões. Em maio a estimativa é de apenas R$ 1 milhão. Os montantes mais elevados até maio de 2017 deverão ser verificados entre novembro de 2016 e janeiro de 2017, na casa de R$ 50 milhões. Por sua vez, até outubro deste ano e fevereiro e março de 2017 esses valores ficam em cerca de R$ 20 milhões.
Em termos de energia natural afluente, a expectativa é de se registrar volumes entre 102% e 83% da média de longo termo no decorrer dos próximos 14 meses, de acordo com o cenário base. Ao se considerar apenas a pior série histórica de vazões a ENA no SIN recuaria nos próximos meses, ficando entre 76% em abril a até 52% em novembro. A partir desse período haveria uma disparada nos volumes apurados, ficando acima da média histórica a partir de janeiro de 2017 até o final desse horizonte que é maio do ano que vem.
Com isso, a perspectiva de armazenamento máximo, considerando o despacho térmico de CVU até R$ 211/MWh e usinas por ordem de mérito a partir de maio, aponta para uma acumulação de 36% ao final de novembro deste ano. Daqui a um ano esse nível poderá chegar a 69% no SIN e com tendência de aumento até maio de 2017 para 74%.
O cenário base para a projeção do PLD no SE/CO em 2016 é de R$ 50,52/MWh, já para o ano seguinte o valor recua a R$ 31,43/MWh. Está projetada uma elevação entre os meses de julho a dezembro. Em janeiro de 2017 a estimativa é de que o PLD retorne ao patamar próximo ao piso, cenário que se mantém até maio, já considerando o PLD regulatório do ano que vem em R$ 529,51/MWh como máximo e o mínimo mantido a R$ 30,25/MWh. Esse mesmo comportamento ainda deverá ser verificado para o Sul do país. No Norte a média do PLD difere levemente em 2016 com R$ 52,64/MWh mas em 2017 o valor é o mesmo, e a curva de preços segue a mesma tendência das outras duas regiões.
Já no Nordeste é que temos os valores mais elevados. A projeção para abril está em R$ 285/MWh com tendência de recuo até alcançar o patamar de R$ 80/MWh a partir de julho, variando até R$ 56/MWh em dezembro deste ano. Já para 2017 o PLD apresenta uma projeção de elevação para um volume de até R$ 253/MWh em março sendo que em maio apresenta uma projeção de R$ 79/MWh. Com isso a média do PLD para este ano é de R$ 152,58/MWh e de 2017 está em R$ 195,94/MWh.