Light quer reduzir perdas até revisão tarifária em 2022

Empresa continua empenhada em solução para Renova Energia

A Light (RJ) espera chegar até março de 2022, prazo da sua revisão tarifária com o índice de perdas próximo do percentual regulatório. Em teleconferência com analistas realizada nesta sexta-feira, 16 de agosto, a presidente da empresa Ana Marta Veloso, revelou que o índice atual ainda está seis pontos percentuais acima do regulatório de 19,62%. “‘Vamos retomar a trajetória de queda de perdas  para chegar perto do regulatório na revisão”, avisa.

Ainda segundo ela, a distribuidora agora atua de forma mais descentralizada, permitindo melhor acompanhamento das ações de campo. Ela já está inspecionando até o fim do ano os 60 mil maiores clientes, que são 50% da receita, para que a leitura e o faturamento sejam aperfeiçoados. “Ainda há muito trabalho a ser feito nas áreas que chamamos de possíveis, onde o nível de perdas é cerca de 17% da carga fio, é muito alto quando comparados a outras concessões da região Sudeste”, avisa.

O diretor de finanças da Light, Roberto Barroso, acredita que no próximo trimestre os números poderão melhorar, pelas ações iniciadas nos meses de julho e agosto, de modo que elas se estabilizem e caiam no último trimestre. No segundo trimestre, as perdas aumentaram na comparação com o primeiro, indo de 24,49% para 25,76%.

O aumento nas provisões para contingências na área cível também foi destacado pelo executivo na teleconferência. No segundo trimestre, foram R$ 86 milhões contra R$ 58 milhões no mesmo período do ano passado. No semestre, o valor chega a R$ 157 milhões, 58% acima do registrado no mesmo semestre de 2018. De acordo com ele, o valor está relacionado a processos judiciais da área comercial. Barroso espera ter uma melhoria já no curto prazo, através de melhorias nos processos e mais qualidade no trabalho.

A presidente da empresa garantiu que a Light continua comprometida em continuar com a o processo de reestruturação societária e financeira da Renova Energia. Ela conta que as negociações com a AES Tietê para a compra da eólica de Alto Sertão 3 continuam e a transação está em fase de cumprimento de condições precedentes. Ela quer começar ainda este ano um processo estruturado de venda de participações em empresas em que ela tem o controle compartilhado.